Topografias dos caminhos possíveis para o corpo na Geografia
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2021.251142Palabras clave:
Corpo, Espaço, Geografia, Epistemologia, Território.Resumen
Este trabalho visa fazer um levantamento de produções acadêmicas, artísticas, que abordam a questão do corpo para tencionar o campo do saber geográfico, e expandir sua compreensão, e assim provocá-lo epistemologicamente a produzir outros fazeres científicos. Guiado através de uma pergunta simples, porém repleta de nuances: “O que é o corpo? ”, farei esforços para sistematizar as abordagens sobre o corpo na Geografia e outras ciências, a fim de fortalecer o vínculo que tem se estabelecido ao longo dos anos entre a ciência geográfica e o corpo.
Citas
ACOSTA, S. Cuerpo/territorio. ÍCONOS, Revista de Ciências Sociales, Nº 61, Equador, ISSN: 1390-1249. DOI: http://dx.doi.org/10.17141/iconos.61.2018.3316. 2018.
ANDRADE, D. P. O que é o neoliberalismo? A renovação do debate nas ciências sociais. Sociedade e Estado, v. 34, n. 1, p. 211-239, 2019.
BARAD, K. “Performatividade pós-humanista: para entender como a matéria chega à matéria”. Vazantes, Fortaleza, v. 1, n.1, pp. 8-34, 2017.
BUTLER, J Gender trouble: Feminism and the subversion of identity. routledge, 1999.
______. Bodies in Alliance and the Politics of the Street. Transversal. European Institute for Progressive Cultural Politics. 2011.
CASTRO-GÓMEZ, S. Ciências sociais, violência epistêmica e o problema da “invenção do outro”. In: LANDER, E. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
DE CAMPOS, M. P; SILVA, J. M; SILVA, E. A. ‘Teu corpo é o espaço mais teu possível’: Construindo a análise do corpo como espaço geográfico. Revista da ANPEGE, v. 16, n. 31, p. 101-114, 2020.
DE LIMA, E. L. Do corpo ao espaço: contribuições da obra de Maurice Merleau-Ponty a Análise Geográfica. GEOgraphia, v. 9, n. 18, 2007.
DUNKER, C. Reinvenção da intimidade: políticas do sofrimento cotidiano. São Paulo: Ubu Editora, 2017.
HAESBAERT, R. Do corpo-território ao território-corpo (da terra): contribuições decoloniais. GEOgraphia, v. 22, n. 48, 2020.,
LE BRETON, D. Antropologia do corpo e da modernidade. Petrópolis: Editora Vozes, 2012.
LEFEBVRE, H. The Production of Space. Oxford: Blackwell, 1991.
FOUCAULT, M. Naissance de la biopolitique. Paris: Seuil; Gallimard, 2004.
GONÇALVES, J. R. Metodologia Científica e Redação Acadêmica. 8. ed. Brasília: JRG, 2019a.
_______. Como escrever um Artigo de Revisão de Literatura. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 2, n. 5, p. 29-55, 2019b.
LUGONES, M. Colonialidad y género. Tabula rasa, n. 09, p. 73-101, 2008.
KILOMBA, G. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Editora Cobogó, 2020.
MELO, C. P. L. A (des)colonialidade do parto: reflexões sobre o movimento de humanização da parturição e do nascimento. In: XXIX Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología 2013, 2013, Santiago do Chile. Acta Científica XXIX Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología 2013, 2013.
MERLEAU-PONTY. M. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes. 1999.
MIRANDA, E. O. Corpo-território & educação decolonial: proposições afro-brasileiras na invenção da docência. Salvador: EDUFBA, 2020.
MORAES, A; PARRA, H ZM. Laboratórios do comum: experimentações políticas de uma ciência implicada. Revista do Centro de Pesquisa e Formação, p. 113-139, 2020
NASCIMENTO, S. A cidade no corpo. Diálogos entre corpografia e etnografia. Ponto Urbe. Revista do núcleo de antropologia urbana da USP, n. 19, 2016.
PATZDORF, D. Artista-educa-dor: A somatopolítica neoliberal e a crise da sensibilidade do corpo ocidental. Urdimento-Revista de Estudos em Artes Cênicas, v. 1, n. 40, p. 1-28, 2021.
PRECIADO, P. B. Trad. Maria Paula Gurgel Ribeiro. Texto Junkie: sexo, drogas ebiopolítica na era farmacopornográfica. São Paulo: n-1 edições, 2018.
QUIJANO, A. A colonialidade de poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, E. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais latino-a-mericanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
SAFATLE, V; SILVA JR, N; DUNKER, C. Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2021.
SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. Edusp, 1996.
______. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 6ª Edição. Rio de Janeiro: Record, .2001
______. O dinheiro e o território. GEOgraphia, v. 1, n. 1, p. 7-13, 1999.
SILVA, J. M; ORNAT, M. J; JUNIOR, Alides Baptista Chimin. Geografias malditas: corpos, sexualidades e espaços. Todapalavra editora, 2013.
______. Corpo como espaço: um desafio à imaginação geográfica. Pluralidades dos Sujeitos: representações e ações no território. Porto Alegre–Brasil. Editorial: Compasso Lugar e Cultura, p. 56-75, 2016.
SILVA, J. M; ORNAT, M. J; JUNIOR, A. B. C. O legado de Henri Lefebvre para a constituição de uma geografia corporificada. Caderno Prudentino de Geografia, v. 3, n. 41, p. 63-77, 2019.
SODRÉ, M. Cultura, corpo e afeto. Dança: Revista do Programa de Pós-Graduação em Dança, v. 3, n. 1, 2014.
TUAN, Yi-Fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. SciELO-EDUEL, 2012.
WOODYER, T. The body as research tool: embodied practice and children’s geographies. Children’s Geographies, v. 6, n. 4, p. 349-362, 2008.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2021 Ewerton Mauricio dos Santos

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à REVISTA DE GEOGRAFIA da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d) Os conteúdos da REVISTA DE GEOGRAFIA estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
No caso de material com direitos autorais a ser reproduzido no manuscrito, a atribuição integral deve ser informada no texto; um documento comprobatório de autorização deve ser enviado para a Comissão Editorial como documento suplementar. É da responsabilidade dos autores, não da REVISTA DE GEOGRAFIA ou dos editores ou revisores, informar, no artigo, a autoria de textos, dados, figuras, imagens e/ou mapas publicados anteriormente em outro lugar.