Ocupación irregular en áreas legalmente protegidas del litoral de Ceará: estudio de caso en la playa de Picos, Icapuí/CE
DOI:
https://doi.org/10.51359/2238-6211.2025.266970Palabras clave:
geoprocesamiento, áreas protegidas, acantilados, litoral de Ceará, ocupación irregularResumen
Este artículo analiza el uso y la ocupación irregular del suelo en áreas legalmente protegidas en la playa de Picos, ubicada en el municipio de Icapuí, en la costa oriental del estado de Ceará, Brasil. El objetivo principal es identificar y evaluar las formas de ocupación en Áreas de Preservación Permanente (APP), zonas no edificables y franjas de protección, comparando el uso actual con los parámetros legales establecidos en las esferas federal, estatal y municipal. La metodología combina técnicas de geoprocesamiento, interpretación visual y análisis multitemporal de imágenes de satelitales (2004 a 2024), además de trabajos de campo, lo que permitió mapear construcciones y calcular el nivel de ocupación de las áreas protegidas. Los resultados indican que, aunque el porcentaje total de ocupación en estas áreas es relativamente bajo (4,63%), la tendencia de crecimiento es continua, con una tasa media anual del 27,5% en las dos últimas décadas. Se identificaron 80 edificaciones, en su mayoría residencias y alojamientos, en desacuerdo con las normativas de protección ambiental. Estas construcciones afectan negativamente la dinámica ambiental costera, intensificando los riesgos de erosión y deslizamientos, especialmente en las zonas de acantilados. Se concluye que la ocupación, aunque incipiente, ya compromete la estabilidad geomorfológica local y requiere una mayor actuación del poder público mediante fiscalización, control y educación ambiental, para garantizar la preservación de los ecosistemas costeros y el cumplimiento de la legislación vigente.
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