Turismo, segregação socioespacial e revolução urbana periférica no Complexo Baianão em Porto Seguro, Bahia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2238-8052.2026.270596

Palavras-chave:

direito à cidade, resistência territorial, espaço urbano mercantilizado, periferia urbana

Resumo

Este estudo tem por objetivo compreender de que forma os movimentos sociais de resistência do Complexo Baianão, a maior periferia de Porto Seguro (Bahia), contribuem para o enfrentamento da segregação socioespacial induzida pela urbanização turística na cidade. Fundamentada no materialismo histórico-dialético, sob o aporte teórico de David Harvey e Henri Lefebvre, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa e interdisciplinar. O percurso metodológico envolveu a aplicação de questionários estruturados, a realização de entrevistas semiestruturadas, observação não participante e análise de conteúdo categorial. Os resultados revelam que esses coletivos operam por meio de intervenções culturais, pedagógicas e políticas, como saraus, rimas, cursinhos populares e pleitos institucionais, contestando o subemprego, o racismo estrutural e a invisibilidade decorrentes do turismo mercantilizado. Conclui-se que essas táticas de resistência configuram formas de revolução urbana, pois promovem a apropriação popular do espaço e fortalecem a identidade periférica, reivindicando o direito à cidade. Nesse sentido, as contribuições teóricas deste estudo propiciam um novo prisma analítico para os estudos urbanos.

Biografia do Autor

Jean Carlos Estanislau Ferreira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Mestre e Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Turismo (PPGTUR) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Carolina Todesco, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP) e Professora Efetiva na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

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Publicado

2026-08-18

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Artigos