A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A QUESTÃO INCLUSÃO SOCIAL

Maria Valdecy da Conceição, Fernanda da C. G. Carvallho

Resumo


Muitas pesquisas no Estado de Pernambuco, na região Metropolitana do Recife, verifica uma evasão nas turmas de Educação de Jovens, Adultos e Idosos de 35,7% entre os alunos. Em busca de explicações para tais índices encontramos em publicações acadêmicas e governamentais justificativas que nos remetem ao processo de aprendizagem desencadeado em muitas salas de aulas da EJAI. De acordo com o censo do IBGE, realizado em 2010, a capital pernambucana tem cerca de 100 mil analfabetos. Esse trabalho tem como objetivo analisar as práticas pedagógicas aplicadas, no cotidiano da sala de aula da Educação de Jovens, Adultos e Idosos, da Escola Pro Menor da Rede Municipal da cidade de Olinda. Em um levantamento realizado pela Organização Não Governamental ''Todos pela Educação” e com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio (PNAD-2018), constatou-se que os dados de evasão são registrados a partir do primeiro ano do Ensino Médio. Constata-se, nesses sentido que boa parte dos jovens não conseguem concluir essa modalidade de ensino, em tempo hábil. As pesquisas realizadas por Patto (1990), Zabala, (1998), Freire, (1990), Gentili. (2000), sobre a educação apontam para uma escola com vários tipos de problemas, destacando-se: a evasão escolar precoce de alunos, particularmente na EJAI; os baixos índices de desempenho cognitivo, cultural e emocional dos discentes; as verbas insuficientes para melhoria na estrutura física e pedagógica, dentre outros. A pesquisa encontra-se em andamento com perspectiva de término em dezembro de 2019. Escolhemos a abordagem qualitativa uma vez que nos pareceu o caminho mais seguro para analisar as práticas pedagógicas aplicadas, no cotidiano da sala de aula, da Educação de Jovens, Adultos e Idosos, da Escola Pro Menor, da Rede Municipal da cidade de Olinda. Realizaremos a coleta de dados a partir da observação no cotidiano da escola e de outros espaços escolares; faremos entrevistas semiestruturadas com a comunidade escolar e analisaremos todos os documentos relacionados ao EJAI. Sabemos que no contexto atual, a educação é chamada a assumir a função social de produção e democratização do conhecimento, tendo em vista as novas demandas sociais, educacionais e políticas. Assim o trabalho de pesquisa em questão, poderá nos possibilitar ainda, uma compreensão maior a respeito das Políticas de Inclusão para a modalidade EJAI. Nessa direção, Paulo Freire (1990) apontou para a necessidade de se repensar as bases e teorias da educação e da aprendizagem para percebermos as especificidades das trajetórias desse contingente de pessoas. Em sua epistemologia, o autor em questão interrogava a pedagogia e a docência para que se contrapusessem em relação à linearidade do pensar e fazer pedagógico. Destacamos, nesse sentido a importância de se pensar as políticas de inclusão que podem contribuir, significativamente, com o aprimoramento pedagógico junto ao aluno especial, regularmente matriculado na modalidade da Educação de Jovens e Adultos.


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Referências


FREIRE,P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.

GENTILI, P. Neoliberalismo; qualidade total e educação. Petrópolis: Vozes, 1999.

PATTO, M. H. S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: TA- Queiroz Editor, 1990.

ZABALA, Antoni. A Prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed,1998.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)