A ESCOLA PÚBLICA E SEUS PROFESSORES NAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E INFORMÁTICA DA UFPE

Lucivânia Barbosa Evangelista, Laêda Bezerra Machado

Resumo


Introdução: Esta investigação teve como objetivo geral analisar as representações sociais da escola pública e de seus professores construídas por egressos dessa instituição, que estão matriculados em cursos superiores das áreas de Ciências Sociais Aplicadas e Informática da UFPE. Como objetivos específicos a pesquisa procurou: caracterizar quem são os estudantes, egressos de escolas públicas, matriculados em cursos de Ciências Sociais Aplicadas e de Informática da UFPE, identificar o conteúdo e a estrutura das representações sociais de escola pública, construídas por esses estudantes, egressos de escolas públicas vinculados as áreas de Ciências Sociais Aplicadas e Informática da UFPE e identificar o conteúdo e a estrutura das representações sociais de professor de escola pública construídas por esse grupo de estudantes. O que motivou o desenvolvimento desta pesquisa foi a realização de um estudo anterior com o qual identificamos professores de escola pública, reconhecendo seu potencial para transformar os alunos, livrá-los das drogas, da marginalidade e fazê-los aprender. A revisão de literatura sobre a temática enfoca principalmente: trajetória e vivência de estudantes de camadas populares na universidade e o ingresso na educação superior por meio de cotas. Almeida (2007) discorre em seu estudo sobre a utilização dos espaços da universidade por estudantes em situação de desvantagem sócioeconômica e mostra como esses alunos, efetivamente, aproveitam a estrutura oferecida pela universidade. Os resultados do estudo sinalizam diferenças na qualidade da educação recebida pelos diversos segmentos sociais presentes na universidade pública. Focalizando trajetórias escolares, Jesus (2008) examina o percurso de estudantes egressos da escola pública em preparação para o vestibular. Adotando o referencial das representações sociais, a autora ressalta as “trajetórias excepcionais” de jovens universitários de meios populares, seus desafios e estratégias utilizadas para chegarem a essa instituição. Sobre a forma de ingresso na educação superior por meio de cotas. Miranda (2005) analisa manifestações contrárias às cotas divulgadas em dois jornais (O Globo e Jornal do Brasil). O trabalho evidencia posicionamentos de sujeitos considerados formadores de opinião no âmbito nacional e como tais opiniões rechaçam a gravidade das desigualdades raciais. A abordagem teórica que orientou a pesquisa foi a abordagem estrutural das Representações Sociais. Conforme essa abordagem a representação social é uma estrutura composta por dois sistemas: o núcleo central e o sistema periférico. O sistema central seria um reservatório de crenças, coletivamente produzidas e historicamente determinadas, não podem ser questionadas, posto que elas são o fundamento dos modos de vida e garantem a identidade de um grupo social. (MACHADO, RAPOSO e CASTRO 2015). 

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Referências


ALMEIDA, W. M. Estudantes com desvantagens econômicas e educacionais e fruição da universidade. Caderno CRH, Salvador, v. 20, n. 49, p. 35-46, Jan./Abr. 2007.

JESUS, M.L. Representações de estudantes oriundos de escolas públicas durante a preparação para o vestibular: reflexões sobre a continuidade dos estudos em trajetórias familiares de baixa-renda. In: 31ª Reunião Anual da ANPEd, 2005, Caxambu-MG. Anais da Anped, 2008.

MIRANDA, C. Narrativas sobre “cotas” em jornais: o híbrido e o grotesco nos discursos de resistência frente à perspectiva afrodescendente de interculturalidade. In: 28ª Reunião Anual da ANPEd, 2005, Caxambu- MG. Anais da Anped, 2005.

MACHADO, L.B; RAPOSO, M.M; CASTRO, T.R. Representações Sociais do bom professor nos ciclos de aprendizagem. Revista de Administração Educacional. Recife; v.1, n.2. jul./dez.2015.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)