A PEC 55 BATEU NA MINHA PORTA E EU OCUPEI! UM ESTUDO SOBRE OS PROCESSOS FORMATIVOS NOS ESPAÇOS DE SOCIALIZAÇÃO POLÍTICA.

Emmanuele de Nazareth Duarte Oliveira, Daniela Maria Ferreira

Resumo


No ano de 2016 ocorreu um grande levante do Movimento Estudantil (ME) contra a Emenda Constitucional 95/2016, a Reforma do Ensino Médio (Medida Provisória 746) e o Projeto de Lei (PL) 7180/14 e o Movimento Escola Sem Partido. Em Pernambuco, as ocupações tiveram início nas universidades e institutos de federais e, posteriormente, nas escolas públicas estaduais. Além dos estudantes universitários, o movimento de ocupações também teve como protagonistas os estudantes secundaristas. Com o intuito de compreender os movimentos de ocupação estudantis secundaristas, o presente trabalho tem como objetivo geral analisar a organização do ME junto à Escola Municipal Nilo Pereira, localizada em Recife, através das narrativas dos/as ocupantes no diz respeito às ações de mobilização. Como objetivos específicos, buscamos: 1) compreender os processos de socialização política que os estudantes vivenciaram e 2) identificar se, após essa mobilização em 2016, os estudantes ainda se engajam e se organizam junto aos movimentos sociais. Para tanto, estamos realizando entrevistas semiestruturadas com objetivo de reconstituir os espaços e saberes socializado ao longo de todo o movimento de ocupação. Nossa fundamentação teórica está embasada na literatura que trata da sociabilidade política, especificamente, das pesquisas analisam os processos formativo junto as experiências políticas em diversos contextos sociais (partidos políticos, movimentos sociais, Ong, etc.)(TOMIZAKI,SILVA e CARVALHO SILVA,2016; GOHN,2016;CARVALHO, 2018). Os resultados da pesquisa, ainda em andamento, mostram que o movimento “Ocupe Nilo Pereira” se diferenciou dos demais em função da sua forma de organização interna. Os estudantes, entre 9 e 14 anos, faziam uso recorrente das assembleias como instrumento deliberativo de suas ações, assim como participavam ativamente das comissões criadas para garantir a mobilização do movimento (comissões de alimentação, limpeza, segurança, comunicação, entre outras). A pesquisa, nesse sentido, vem contribuindo não apenas para o entendimento da transmissão e incorporação dos recursos sociais e culturais junto aos movimentos estudantis de ocupação, mas também para aprofundar o debate sobre o protagonismo político juvenil na contemporaneidade. 


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Referências


TOMIZAKI, Kimi;SILVA, Maria;CARVALHO,Hamilton. Socialização Política. Educ. Soc., Campinas, v. 37, no. 137, out.-dez., 2016.

CARVALHO.S. “Bora Ocupar”: um balanço das ocupações de escola em Recife.p 1-23. 2018 Disponível em< http://www.iassc2018.sinteseeventos.com.br/arquivo/downloadpublic?q=YToyOntzOjY6InBhcmFtcyI7czozNDoiYToxOntzOjEwOiJJRF9BUlFVSVZPIjtzOjM6IjE2NyI7fSI7czoxOiJoIjtzOjMyOiIyZDQyMmFlMzdlYWM2NGYzMzljYWFiZDlmNDY5NDZlNCI7fQ%3D%3D Acesso em: 24 de março de 2019

GOHN, Gloria, “ Movimentos Sociais e lutas pela Educação no Brasil: Experiencias e Desafios na Atualidade” Reunião Cientifica Regional ANPED. UFPR- Curitiba/ Paraná. jul/2016

LUDKE, Menga; ANDRÉ, Maeli. Pesquisa em Educação: Abordagens qualitativa. Editora Pedagógica e Universitária LTDA. São Paulo. 9º edição. 2005.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)