MOTIVAÇÃO DOS ALUNOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À PRÁTICA: relação de gênero

Marcella Campelo da Silva Clemente, Krislayanne Vicente da Silva, Eduardo Victor Ramalho Lucena, Paula Roberta Paschoal Boulitreau

Resumo


De acordo com Castellani Filho (2010) o marco inicial da Educação Física escolar se deu a partir da ginástica, de modo que o método ginástico francês (higienista e militarista) foi predominante durante a inserção da disciplina na escola. Os objetivos desse método visava a preparação de sujeitos com um estereótipo viril e forte para a guerra, bem como para suportar suas altas cargas horárias de trabalho diário, corroborando para a saúde dos indivíduos, em contrapartida as mulheres da época eram restritas da execução de determinadas práticas, pois, possuíam como foco a estética, e a saúde, relacionadas a maternidade. Diante de tal perspectiva, observamos que o contexto histórico ratifica a visão de hierarquia da superioridade masculina. Tais aspectos reverberam diretamente no engajamento dos estudantes nas experimentações e aulas propostas pela Educação Física. De acordo com o Coletivo de Autores (2012) a Educação Física escolar deve tratar pedagogicamente os elementos da cultura corporal, para que os estudantes possam se apropriar dela. Nesse contexto, faz-se necessária a proposição de vivências corporais. Logo, torna-se legítima a necessidade de analisar os aspectos da motivação para engajar os alunos nas aulas de Educação Física, refletindo sobre as questões de gênero

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Referências


ALTMANN, Helena. Educação física escolar: relações de gênero em jogo. São Paulo: Cortez, 2015.

CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. Campinas: Papirus editora, 2010.

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de educação física. São Paulo: Cortez, 2012.

WEINBERG, R; GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. 2.ed.Porto Alegra: Artmed, 2001.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)