PEDAGOGIA DECOLONIAL-KANTEATRO: PRÁTICA DE UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA

Lucione Santiago Gallindo, Auxiliadora Maria Martins da Silva

Resumo


Este trabalho acadêmico tem como tema o grupo de teatro experimental estudantil – Kanteatro, que atua na escola Isaac Pereira da rede municipal de Olinda, analisado a partir das categorias da Pedagogia Decolonial e da Educação Antirracista. O objeto da pesquisa é um grupo de teatro estudantil idealizado por uma professora que procurou desenvolver uma prática pedagógica transformadora a fim combater o racismo na sua unidade escolar. Este grupo é composto por crianças e adolescentes negros e negras que moram na periferia de Olinda e sofriam com o racismo em sala de aula. Elaboramos um conjunto de objetivos que nortearam nossos passos durante as diversas etapas do trabalho. Sendo assim o principal eixo de nossa pesquisa, isto é, o nosso objetivo geral buscou compreender se as práticas desenvolvidas pelo grupo de teatro experimental estudantil Kanteatro podem ser categorizadas como uma Pedagogia Decolonial que efetiva a lei 10.639/2003 no combate ao racismo. Em relação aos objetivos específicos, pontuamos os seguintes  elementos que desdobraram o objetivo geral: verificar se as práticas desenvolvidas pelo Kanteatro que abordam a história e a cultura africana através de seus mitos podem ser caracterizadas como Pedagogia Decolonial; identificar quais aspectos da Lei 10.639/2003 apresentados na Resolução001/2004 estão sendo aplicados pelo Kanteatro; e analisar o processo de afirmação da identidade afrodescendente dos estudantes/atores do Kanteatro a partir do registro de suas narrativas e das falas de docentes da escola Isaac Pereira. A justificativa que embasa este trabalho é de que o estudo do Kanteatro nos possibilita conhecer práticas pedagógicas afirmativas não-formais que promovem o diálogo entre a Educação e a Arte efetivam a Lei 10.639/2003 através do que caracterizamos como uma Pedagogia Decolonial.

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Referências


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)