REFLEXÕES SOBRE A CONSTRUÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE ATRAVÉS DO ESTÁGIO NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO – UFPE

Isabela Maria Vasconcelos Wanderley, Letícia de Lima Souza Maciel, Rita Cláudia Batista Ferreira Rodrigues

Resumo


A monitoria foi desenvolvida na modalidade de ensino pela disciplina de Educação Física no Colégio de Aplicação – CAp UFPE durante o ano letivo de 2018, com duração de 8 meses. Teve como eixo o aperfeiçoamento do processo de formação inicial através dos programas de auxílio que oportunizaram esta competência e através disso, fazendo com que o aluno da graduação tenha um contato direto com o chão da escola, podendo relacionar a teoria e prática juntamente com o professor que o orienta, trazendo um grande leque de aprendizagem, conhecimento, experiência e inovação dentro de suas práticas pedagógicas. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo ressaltar a importância da motivação tanto do professor, quanto do aluno, no processo de construção da prática docente no período do estágio. A motivação nas aulas de Educação Física foi um viés trabalhado pela monitoria, pois, considerando a importância da motivação na vida do indivíduo, é necessário que as vivências proporcionadas aos alunos sejam as mais prazerosas possíveis e que desta forma a adesão dos mesmos nas aulas seja a maior possível. Pelos conteúdos a serem trabalhados e as formas de abordagens da mesma, a Educação Física tem em teoria uma grande possibilidade de despertar um maior interesse e adesão dos alunos. A motivação é um dos principais fatores que levam os indivíduos a realizarem todos os tipos de ações, estando diretamente ligadas as influências externas e internas, denominados como motivações intrínsecas e extrínsecas. Segundo Folle (2012), a palavra motivação está associada a motivo, que é definido como alguma força interior, impulso ou intenção que leva uma pessoa a fazer algo ou a agir de determinada forma diante de alguma tomada de decisão. Vivenciar atividades prazerosas durante a formação (infância e adolescência) propõe ao indivíduo a continuação e busca constante em realizar algum tipo de atividade na sua fase adulta, assim como as práticas negativas afastarão os mesmos. No Ensino Fundamental dentro do Colégio de Aplicação é possível perceber o quanto os alunos são motivados para sua prática, o que na realidade em um contexto geral na Educação Física não funciona tão bem como deveria. Pode-se perceber dentro do CAp, a valorização da disciplina, através da motivação dos alunos, sempre à procura de novas descobertas, e ansiosos para uma próxima aula. Tido como referência no estado e até mesmo em algumas outras partes do país, o Colégio de Aplicação da UFPE é destaque pela sua dinâmica e interação na educação básica entre o ensino, a pesquisa e a extensão. Os Parâmetros estabelecidos no estado de Pernambuco voltados para a disciplina de Educação Física, oferece para os alunos oportunidades de conhecerem elementos da cultura corporal como jogos, lutas, dança, ginástica e esporte através da ação-reflexão-ação. A Educação Física enquanto disciplina obrigatória na formação do indivíduo durante a educação básica é considerada um fator importante que garante aos mesmos certa autonomia para a prática de atividades da cultura corporal fora e posteriormente as suas experiências dentro do âmbito escolar (DARIDO, 2004). Segundo Peres (2012), os motivos que levam os alunos a participarem das aulas de Educação Física também tem ligação com suas habilidades, com os amigos e as equipes, fatores esses que ressaltam a importância em considerar as influências internas e externas. Diante desse contexto de Peres, que no CAp é um fator ocorrente, há tentativas de ser combatido a cada momento e a cada aula, entre debates e conversas com os alunos sobre o respeito as diferenças do (ser) diferente, como também diferenças nas habilidades, companheirismo e a cooperação dentro das atividades propostas como fator chave para que as atividades funcionem e o objetivo da aula seja alcançado. Afinal, é sempre bom deixar claro que além de toda competitividade que envolve as atividades, principalmente dentro do esporte, é necessário manter o equilíbrio entre a competitividade e o individualismo, pois não estamos trabalhando com treinamento esportivo, mas sim com um conjunto de ações pedagógicas através dos assuntos da Educação Física formando um aluno com pensamento crítico acerca do que foi trabalhado em aula, semeando o aluno sempre na ação-reflexão-ação.  De acordo com Folle (2005), o clima de motivação entre professor e aluno já se dá através da forma com que o professor organiza o material, como divide e como ele lida com a turma, o que interfere e influencia diretamente nestes aspectos. É importante que o professor oportunize práticas prazerosas para os mais habilidosos e também para os que não são tão habilidosos assim, uma vez que os mais habilidosos tendem a ser mais motivados do que aqueles que não são.

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Referências


DARIDO, S. C. A. educação física na escola e o processo de formação dos não praticantes de atividade física. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. São Paulo, v.18, n.1, p. 61-80, jan./mar., 2004.

Disponível em: . Acesso em: 13 de outubro de 2018.

FOLLE, A.; TEIXEIRA, F. A. Motivação de escolares das séries finais do ensino fundamental nas aulas de educação física. Revista da Educação Física/UEM. Maringá, v.23, n. 1, p. 37-43, trim., 2012.

Disponível em: . Acesso em: 13 de novembro de 2018.

FOLLE, A.; POZZOBON, M. E.; BRUM, C. F. Modelos de ensino, nível de satisfação e fatores motivacionais presentes nas aulas de educação física. Revista da Educação Física/UEM. Maringá, v.16, n. 2, p. 145-154, trim. 2005.

Disponível em: . Acesso em: 13 de outubro de 2018.

MARCINCOWSKI, B. B.; PERES, A. L. X. A motivação dos alunos do ensino médio: realização das aulas de educação física. Cinergis, v. 13, n. 4, p. 26-33, out./dez. 2012.

Disponível em: . Acesso em: 18 de novembro de 2018.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)