PROCESSOS CULTURAIS E RELAÇÕES COM A DESIGUALDADE: CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DA SOCIOLOGIA CULTURAL

Lucas Hertzog Ramos

Resumo


Este artigo adereça respostas e reflexões acerca do paradigma bourdieusiano da distinção social à luz de estudos identificados com a virada cultural nas ciências sociais a partir da década de 1970, com especial atenção aos desenvolvimentos da sociologia cultural norte-americana. Aludimos tais respostas à tese de Pierre Bourdieu sobre a existência de um campo holístico e objetivo de distinções sociais que implica na definição de fronteiras a priori - através dos conceitos de capital cultural e campo. Estas teses podem induzir o pesquisador social a pressupor os critérios de avaliação que os indivíduos usam, ao invés de descrevê-los em cada situação específica e cujo resultado depende de disputas e de processos não-determinísticos. Sugere-se que a descrição sociológica se revigore a partir dos desenvolvimentos de campos epistêmicos que abarquem dimensões fenomenológicas do acontecimento no processo de elaboração de sentido (meaning-making) dos atores. O quadro teórico da sociologia cultural é explorado como proposta de deslocamento da centralidade da reflexão sobre a contenda entre dominantes e dominados para um quadro complexo e de resultado indeterminado, no qual a disputa é perpassada por diferentes estratégias de ação.



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@ 2012 - PPGS - Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE.

ISSN Impresso 1415-000X

ISSN Eletrônico 2317-5427