The epistemological surplus-value of comparative world-literature in literary and post-colonial studies

Authors

  • Inocência Mata Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.51359/2317-5427.2020.248002

Keywords:

world literature, national literature, epistemology, post-colonial studies

Abstract

As a category of Comparative Literature, World Literature – an elliptical refraction of national literatures – is therefore be considered a mode of reading and of circulation, according to David Damrosch (2003, p. 281), a method which can be applied to the study of both classical and “new” works, especially those works from post-colonial spaces and times, that is, works by writers from former colonized spaces and former metropolis. The paper aims to study how this category – World Literature – allows to consider other paradigms, perspectives, aesthetic tastes and, above all, points of observation, to account for the diversity of literary traditions, without a hierarchical standard, as it usually happens in literary studies, especially by scholars and critics of African literatures. 

Author Biography

Inocência Mata, Universidade de Lisboa

Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Pesquisadora do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa. Pesquisadora Associada do Instituto de Estudos da África da Universidade Federal de Pernambuco (IEAf-UFPE).

References

ALCÂNTARA, Osvaldo - pseudónimo poético de Baltasar Lopes da Silva. (1991). Cântico da Manhã Futura (poemas). Linda-a-Velha: ALAC-África, Literatura, Arte e Cultura. (1ª edição do livro é de 1986, Praia, Banco de Cabo Verde).

ALEGRE. Manoel. 1986.Jornada de África. Lisboa: Dom Quixote.

ALMEIDA, Djamilia de. 2018. Luanda, Lisboa, Paraíso. Lisboa. Companhia das Letras.

APTER, Emily. 2003. Global Translation: The “invention” of Comparative Literature. Istanbul, 1933. Critical Inquiry, Chicago, 29 (2), p. 253-281.

BARBOSA, Jorge.1958. Palavra Profundamente.Claridade, nº 8, São Vicente, Maio de 1958, p. 26.). Incluído, também, em:

BARBOSA, Jorge. 2002. Obra Poética. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda/Associação de Escritores Cabo-verdianos (p. 301-302).

BLOOM, Harold. 2011. O Cânone Ocidental:Os grandes livros essenciais de todos os tempos. Lisboa: Temas e Debates.

BLOOM, Harold. 2017. A Angústia da Influência. Lisboa: Cotovia.

BUESCU, Helena Carvalhão. 2013. Experiência do Incomum e Boa Vizinhança. Literatura Comparada e Literatura-Mundo. Porto: Porto Editora.

BUESCU, Helena Carvalhão. 2013a. “Literatura-mundo: perspectivas em português”. In:Convergência Lusíada n. 29, janeiro - junho de 2013, p. 216-220.

BUESCU, Helena Carvalhão: MATA, Inocência. 2018. Literatura-Mundo Comparada: Mundos em Português, Tomo I. Lisboa: Tinta da China.

CABRAL, Vasco. A luta é a minha primavera: poemas Oeiras : África Editora, 1981.

CARDOSO, Dulce Maria. 2012. O Retorno. Lisboa: Tinta da China.

CHAKRABARTY, Dispesh. 2008. Provicializing Europe: Postcolonial Thought and Historical Difference. Princeton and Oxford: Univ. Princeton.

DAMROSCH, David. 2009. Frames for World Literature. In: Simone Winko; Jannidis Fotis; Gerhard Lauer (Eds.). Grenzen der Literatur. Zu Begriff und Phänomen des Literarischen. Berlin-New York: Walter de Gruyter.

DAMROSCH, David.2003. What is World Literature? Princeton: Princeton University Press.

ECKERMANN, Johann Peter. 2007. Conversações com Goethe (tradução de Luís Silveira). Lisboa: Vega.

ESPÍRITO SANTO, Alda. 1978. É nosso o solo sagrado da terra. Lisboa: Ulmeiro, 1978.

EVENSE. 219. Oficina Irritada (Poetas Falam. Disponível em: https://www.evensi.com/oficina-irritada-poetas-falam-instituto-moreira-salles/304641818

FERREIRA, Juca. 2017. Prefácio. In: Franthiesco Ballerini. Poder Suave (Soft Power). São Paulo: Summus Editorial, p. 11-12.

FONSECA, Ana Maria. Em português nos entendemos? Lusofonia, literatura-mundo e as derivas da escrita. Configurações [Online], 12, 2013 (27.out 2014). Disponível em: http://configuracoes.revues.org/2041 Acesso em 11.nov 2015.

GOMES, Maurício. 1957/1976. Exortação (1957). In: Manuel Ferreira (Org.), No Reino de Caliban: Antologia panorâmica da literatura africana de expressão portuguesa II. Angola; São Tomé e Príncipe; Lisboa: Seara Nova, 1976, pp. 85-89.

GUILLÉN, Cláudio. 1993. The Challenge of Comparative Literature. Cambridge; MA: Harvard University Press.

HALL, Stuart. 1996. The West and the Rest; Discourse and Power. In: Stuart Hall, David Held, Don Hubert, Kenneth Thompson (Editors) Modernity: An Introduction to Modern Societies. Cambridge, MA: Blackwell Publishing, p. 201-277.

LEFEVERE, André (Ed.) 1992. Translation, Rewriting and the Manipulation of Literary Fame. London and New York: Routledge.

LIMA, Norma. 2016. Literaturas em curso: o pioneirismo de Dirce Côrtes Riedel. Matraga, Rio de Janeiro, v.23, n.39, jul/dez. 2016, p. 68-87.

MATA, Inocência. 2018. Uma interrogação sobre o ensino das literaturas em português: entre o “cânone lusófono” e a “emoção estético-patriótica”. In: Via Atlântica, São Paulo, n. 33, p. 409-420, jun/2018.

MATA, Inocência. 2013. Literatura-mundo em português: encruzilhadas em África. In: 1616: Anuário de Literatura Comparada (Ediciones Universidad de Salamanca), n. 3, 2013, pp. 103-118.

MATA, Inocência. 2009. A literatura, (ainda) universo da reinvenção da diferença. In Gragoatá – Revista dos Programas de Pós-graduação em Letras da UFF, Niterói, n. 272, 2009, p.11-31.

MATA, Inocência. 1992. Pelos trilhos da literatura africana em língua portuguesa. Irmandades da Fala da Galiza e Portugal.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. 1948/2003. Manifesto Comunista. São Paulo: Editora Instituto José Luís e Rosa Sundermann.

PAZ, Octavio. 1979. Conjunções e Disjunções. São Paulo: Perspectiva

PAZ, Octavio. 1980. Traducción: Literatura y Literalidad. Barcelona: Tusquets.

PEPETELA. 1980. Mayombe. Lisboa: Dom Quixote.

PEPETELA. 2008. Contos de Morte. Lisboa: Edições Nelson de Matos.

PORRA, Véronique. 2008.Pour une litterature-monde en français”: Les limites d’un discours utopique. In:Intercâmbio (2nd ser.) 1. p. 33-54.

PRATT, Mary-Louise. 1992. Os Olhos do Império: Relatos de viagem e transculturação. Bauru: EDUSC.

SANTOS, Boaventura de Sousa. 2006. A Gramática do Tempo: Para uma nova cultura política. Porto: Edições Afrontamento.

REIS, Carlos. 2017. Diversidade e cânone literário: cinco teses. In: Ana Maria Ferreira; Carlos Morais; Maria Fernanda Brasete; Rosa Lídia Coimbra (Eds.). Pelos mares da Língua Portuguesa 3. Aveiro: UA Editora, 2017, p. 29-43.

ROSÁRIO, Lourenço Joaquim da Costa. 1987. A oralidade através da escrita na Voz Africana , v. 2, p. 14-15, 1987.

ROSÁRIO, Lourenço Joaquim da Costa. 2009. Antologia do Conto Africano de Transmissão Oral.Alfragide, Gailivros.

USAL. 2013. 1916, Anuário de Literatura Comparada, 3. Universidade de Salamanca, Salamanca. Disponível em: http://www.a360grados.net/sumario.asp?id=4071

VIEIRA, Luandino. 2015. Papéis da Prisão – apontamentos, diário, correspondência (1962-1971). (Orgs) Margarida Calafate Ribeiro; Mónica V. Silva; Roberto Vecchi. Lisboa: Editorial Caminho.

WreC (Warwick Research Collective). 2015. Combined and Uneven Developement:Towards a New Theory of World-Literature. Liverpool: Liverpool University Press.

Published

2020-08-21