Bem viver and Afro-brazilian religion: A possible approach?

Authors

  • Taísa Domiciano Castanha UFBA

DOI:

https://doi.org/10.51359/2317-5427.2021.250934

Keywords:

Afro-brazilian religions, bem viver, terreiros

Abstract

This  article  aims  to  make  an  approximation  between  the  concept  of  Bem  Viverand Afro-Brazilian  religious  practices.  The  question  that  guides  reflection  is:  can  Afro-Brazilian religions, a direct result of colonialism, be interpreted under the esthological basis  of  Bem  Viver  and  as  an  alternative  to  development?  Through  a  bibliographic review,  some  aspects  of  these  religions  were  highlighted,  such  as  the  relationship between Afro-Brazilian religions and Nature, with the Orixás elements of Nature being divinized; its ethics of transformation and circulation, manifested above all through the preparation, circulation and distribution of food; the relationship of these religions with the  property  where  the  cults  take  place -the  terreiros,  which  are  social  and  common spaces,  even  called  "the  saint's  house",  indicating  that  the  property there  is  of  the divinity and not of human beings; besides ancestry, conviviality and reciprocity present in  the  terreiros.  Despite  the  fact  that  Afro-Brazilian  religious  practices  are  forms  of resistance  and  point  to  other  possibilities  of  life  that  come  close  to  Bem  Viver,  the absence  of  an  explicit  economic  proposal  for  development  and  capitalism  in  these religions is highlighted.

Author Biography

Taísa Domiciano Castanha, UFBA

Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2018) e bacharel em Ciências Sociais pela mesma instituição (2014). Foi bolsista do PET - Programa de Educação Tutorial nos anos 2011 e 2012 e realizou intercâmbio acadêmico no ISCTE-Lisboa em 2013. Atualmente é aluna de doutorado no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro/UFBA) e integrante do Núcleo de Estudos em Ciências Sociais, Ambientes e Saúde (ECSAS). Tem interesse nas áreas de Sociologia e Antropologia da religião.

 

References

ACOSTA, Alberto. O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. Editora Elefante/ Autonomia Literária: São Paulo, 2016

ALCANTARA, Lilianee SAMPAIO, Carlos Alberto. Bem Viver como paradigma de desenvolvimento: utopia ou alternativa possível?. Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente.Vol. 40, abril 2017.

ARAÚJO, Daisy. O Bem-viver como horizonte de resistência: mobilização e luta pela terra no Maranhão contemporâneo. Anais do 40º Encontro Anual da ANPOCS, Caxambu, MG, 2016

BANAGGIA, Gabriel. Calaizar o fluxo: lidando com a morte numa religião de matriz africana. Mana, 24(3): 009-032, 2018

BASTIDE, Roger. O candomblé da Bahia: rito nagô. Companhia Editora Nacional. São Paulo. 1961

BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil, São Paulo, Pioneira. 1971.

BARBOSA NETO, Edgar. A Máquina do Mundo: variações sobre o politeísmo em coletivos afrobrasileiros. Teses de doutorado em Antropologia Social. Riode Janeiro: Museu Nacional/UFRJ. 2012.

BOTELHO,Pedro Freire. O segredo das folhas e os rituais de cura na tradição afro-brasileira. Anais VI Enecult –Encontro de estudos multidisciplinares em cultura. UFBA, Salvador, Bahia. 25 a 27 de maio de 2010.

BOURDIEU, Pierre. Opoder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

DEL RÉ, Mégui. Comunidades remanescentes de Quilombos, bem viver e a política de desenvolvimento territorial rural na zona sul do Rio Grande do Sul. Dissertação do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, 2014.

ESTEVA, Gustavo. Development. In. W. Sachs (org.) The Development Dictionary. A Guide to Knowledge and Power. London: Zed Books, 1996. Traduzido pela Editora Vozes, 2000.

EVANGELISTA, Daniele Ferreira. Fundando um axé: reflexões sobre o processo de construção de um terreiro de candomblé. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 35(1): 63-85, 2015

GOLDMAN, Márcio. A construção ritual da pessoa: a possessão no Candomblé. In: Religião e Sociedade. Rio de Janeiro, 12(1):22-54, ago. 1985.

GOLDMAN, Márcio. Formas do Saber e Modos do Ser Observações Sobre Multiplicidade e Ontologia no Candomblé. Religião e Sociedade, 25 (2): 102-120 –2005.

GOMES,Verônica e MAGALHÃES, Vera.“Kosiewe, kosi orisa” (sem folha não há orixá): vivências ecológicas em um terreiro de candomblé. AmbientalMENTEsustentable, (II), 20, 2015.

LANG, Miriam. Alternativas ao Desenvolvimento. In: DILGER, G; LANG; FILHO, J.P. Descolonizar o Imaginário: debates sobre pós-extrativismo e alternativas ao desenvolvimento. São Paulo: Fundação Rosa Luxemburgo, 2016.

MARQUES, Lucas. Plantando o axé: reflexões sobre composição de forças na fundação de um terreiro de candomblé. Anais 30ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2016.

MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. Novos Estudos 74, Março 2006.

MORAES, Isaías Albertin e MORAIS, Leandro Pereira.Política econômica no Pachamamismodo Buen Vivir: um estudo teórico. Argumentos, vol. 17, n. 1, jan./jun. 2020.

ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro: Umbanda; integração de uma religião numa sociedade de classes. Petropolis: Vozes, 1978.

PRANDI, Reginaldo. Herdeiras do axé: sociologia das religiões afro-brasileiras. São Paulo: Hucitec: USP, 1996.

PRANDI, Reginaldo. De africano a afro-brasileiro: etnia, identidade e religião. REVISTA USP, São Paulo, n.46, p. 52-65, junho/agosto 2000

PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2001.

RABELO, Miriam. Os Percursos Da Comida No Candomblé De Salvador. Papeles de Trabajo, Año 7, N° 11, mayo de 2013.

SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade: a forma social do negro-brasileira. Bahia: prosa e poesia. 2002.

SANTOS, Juana Elbeindos. 1975. Os Nàgô e a morte: Padê,Àsèsèe ocultodeÉgunna Bahia.Petrópolis:Vozes, 2012.

WAFER, Jim.The Taste of Blood: Spirit Possession in Brazilian Candomblé. Philadelphia, University of Pennsylvania Press,1991

WILLIAM, Rodney. Apropriação cultural. São Paulo: Polén, 2019.

Published

2021-06-29

Issue

Section

Artigos