Bem viver and Afro-brazilian religion: A possible approach?
DOI:
https://doi.org/10.51359/2317-5427.2021.250934Keywords:
Afro-brazilian religions, bem viver, terreirosAbstract
This article aims to make an approximation between the concept of Bem Viverand Afro-Brazilian religious practices. The question that guides reflection is: can Afro-Brazilian religions, a direct result of colonialism, be interpreted under the esthological basis of Bem Viver and as an alternative to development? Through a bibliographic review, some aspects of these religions were highlighted, such as the relationship between Afro-Brazilian religions and Nature, with the Orixás elements of Nature being divinized; its ethics of transformation and circulation, manifested above all through the preparation, circulation and distribution of food; the relationship of these religions with the property where the cults take place -the terreiros, which are social and common spaces, even called "the saint's house", indicating that the property there is of the divinity and not of human beings; besides ancestry, conviviality and reciprocity present in the terreiros. Despite the fact that Afro-Brazilian religious practices are forms of resistance and point to other possibilities of life that come close to Bem Viver, the absence of an explicit economic proposal for development and capitalism in these religions is highlighted.
References
ACOSTA, Alberto. O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. Editora Elefante/ Autonomia Literária: São Paulo, 2016
ALCANTARA, Lilianee SAMPAIO, Carlos Alberto. Bem Viver como paradigma de desenvolvimento: utopia ou alternativa possível?. Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente.Vol. 40, abril 2017.
ARAÚJO, Daisy. O Bem-viver como horizonte de resistência: mobilização e luta pela terra no Maranhão contemporâneo. Anais do 40º Encontro Anual da ANPOCS, Caxambu, MG, 2016
BANAGGIA, Gabriel. Calaizar o fluxo: lidando com a morte numa religião de matriz africana. Mana, 24(3): 009-032, 2018
BASTIDE, Roger. O candomblé da Bahia: rito nagô. Companhia Editora Nacional. São Paulo. 1961
BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil, São Paulo, Pioneira. 1971.
BARBOSA NETO, Edgar. A Máquina do Mundo: variações sobre o politeísmo em coletivos afrobrasileiros. Teses de doutorado em Antropologia Social. Riode Janeiro: Museu Nacional/UFRJ. 2012.
BOTELHO,Pedro Freire. O segredo das folhas e os rituais de cura na tradição afro-brasileira. Anais VI Enecult –Encontro de estudos multidisciplinares em cultura. UFBA, Salvador, Bahia. 25 a 27 de maio de 2010.
BOURDIEU, Pierre. Opoder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
DEL RÉ, Mégui. Comunidades remanescentes de Quilombos, bem viver e a política de desenvolvimento territorial rural na zona sul do Rio Grande do Sul. Dissertação do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, 2014.
ESTEVA, Gustavo. Development. In. W. Sachs (org.) The Development Dictionary. A Guide to Knowledge and Power. London: Zed Books, 1996. Traduzido pela Editora Vozes, 2000.
EVANGELISTA, Daniele Ferreira. Fundando um axé: reflexões sobre o processo de construção de um terreiro de candomblé. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 35(1): 63-85, 2015
GOLDMAN, Márcio. A construção ritual da pessoa: a possessão no Candomblé. In: Religião e Sociedade. Rio de Janeiro, 12(1):22-54, ago. 1985.
GOLDMAN, Márcio. Formas do Saber e Modos do Ser Observações Sobre Multiplicidade e Ontologia no Candomblé. Religião e Sociedade, 25 (2): 102-120 –2005.
GOMES,Verônica e MAGALHÃES, Vera.“Kosiewe, kosi orisa” (sem folha não há orixá): vivências ecológicas em um terreiro de candomblé. AmbientalMENTEsustentable, (II), 20, 2015.
LANG, Miriam. Alternativas ao Desenvolvimento. In: DILGER, G; LANG; FILHO, J.P. Descolonizar o Imaginário: debates sobre pós-extrativismo e alternativas ao desenvolvimento. São Paulo: Fundação Rosa Luxemburgo, 2016.
MARQUES, Lucas. Plantando o axé: reflexões sobre composição de forças na fundação de um terreiro de candomblé. Anais 30ª Reunião Brasileira de Antropologia, realizada entre os dias 03 e 06 de agosto de 2016.
MARQUESE, Rafael de Bivar. A dinâmica da escravidão no Brasil: resistência, tráfico negreiro e alforrias, séculos XVII a XIX. Novos Estudos 74, Março 2006.
MORAES, Isaías Albertin e MORAIS, Leandro Pereira.Política econômica no Pachamamismodo Buen Vivir: um estudo teórico. Argumentos, vol. 17, n. 1, jan./jun. 2020.
ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro: Umbanda; integração de uma religião numa sociedade de classes. Petropolis: Vozes, 1978.
PRANDI, Reginaldo. Herdeiras do axé: sociologia das religiões afro-brasileiras. São Paulo: Hucitec: USP, 1996.
PRANDI, Reginaldo. De africano a afro-brasileiro: etnia, identidade e religião. REVISTA USP, São Paulo, n.46, p. 52-65, junho/agosto 2000
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2001.
RABELO, Miriam. Os Percursos Da Comida No Candomblé De Salvador. Papeles de Trabajo, Año 7, N° 11, mayo de 2013.
SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade: a forma social do negro-brasileira. Bahia: prosa e poesia. 2002.
SANTOS, Juana Elbeindos. 1975. Os Nàgô e a morte: Padê,Àsèsèe ocultodeÉgunna Bahia.Petrópolis:Vozes, 2012.
WAFER, Jim.The Taste of Blood: Spirit Possession in Brazilian Candomblé. Philadelphia, University of Pennsylvania Press,1991
WILLIAM, Rodney. Apropriação cultural. São Paulo: Polén, 2019.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2021 Estudos de Sociologia

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado




