Pós-fordismo e coworking: Uma nova fase do trabalho flexível

Auteurs-es

  • Breilla Valentina Barbosa Zanon

DOI :

https://doi.org/10.51359/2317-5427.2018.243419

Mots-clés :

coworking, pós-fordismo, novos modelos de trabalho flexível, subjetividade

Résumé

As últimas décadas do século XX mostraram que as mudanças sofridas pelos processos de reestruturação produtiva pela qual passou a economia global deixariam reflexos evidentes no mercado de trabalho. Dá-se início a um ciclo onde novos modelos e dinâmicas produtivas introduzem a flexibilidade como um valor a ser internalizado e colocado em prática. É nessa tendência que o coworking aparece como uma nova forma de organização do mercado de trabalho capaz de aliar a flexibilidade aos desejos de autonomia e de liberdade de um novo perfil de trabalhador. O presente artigo é resultado de uma pesquisa de mestrado realizada entre os anos de 2013-2015 na Universidade Federal de Uberlândia - UFU, a qual foi capaz de demonstrar, a partir desses escritórios compartilhados, os engodos trazidos pelos discursos de conquista da liberdade e da autonomia por meio de arranjos trabalhistas flexíveis, introduzidos por intermédio de uma reestruturação econômica que modifica a maneira não só de produzir a materialidade do mundo, mas também a dimensão simbólica que compõe a subjetividade dos indivíduos, no caso, dos trabalhadores nessa nova fase da organização dos mercados de trabalho.

Biographie de l'auteur-e

Breilla Valentina Barbosa Zanon

Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Uberlândia. Mestre em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal de Uberlândia e atualmente doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos. Integrante do LEST-M/UFSCar (Laboratório de estudos sobre Trabalho, Profissões e Mobilidades). Atua nos seguintes temas: sociologia do trabalho (em especial sobre temas relacionados à reestruturação produtiva e às novas formas de trabalho como coworkings e startups), redes de sociabilidade no campo na cultura e do trabalho; políticas da subjetividade; biopolítica; representatividade e autonomia nas relações sociais.

Références

DESK. Disponível em: http://www.deskcoworking.com.br/desk/ Acesso em: 09/06/2014.

CO+Lab. Disponível em: http://okcolab.com/ Acesso em: 09/06/2014.

DESKMAG. Disponível em: http://www.deskmag.com Acesso em: 09/06/2014.

GEERTZ, Clifford. 1989. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan.

GIDDENS, Anthony. 1991. As consequências da modernidade. Tradução Raul Fiker. São Paulo: Editora Unesp.

GUATTARI, Felix. 1985. Revolução molecular: pulsações políticas do desejo. Tradução de Suley Belinha Rolnik. 2ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense.

HARVEY, David. 2012. A Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. Tradução de Ubirajara Sobral e Maria Stela Gonçalves. 23ª ed. São Paulo: Edições Loyola.

LUCENA, Carlos. 2008. Trabalho, precarização e formação humana, Campinas, SP: Editora Alínea.

MARQUES, Eduardo. 2010. Redes sociais, segregação e pobreza. São Paulo: Unesp.

NEUBERG, F.(2005). Disponível em: <http://www.tiki-toki.com/timeline/entry/156192/The-History-Of-Coworking-Presented-By-Deskmag#vars!date=1996-06-11_06:17:29!>. Acesso em: 09/06/2014.

Nex Coworking e Inovação. Disponível em: http://www.nexcoworking.com.brAcesso em: 09/06/2014.

PELBART, Peter Pál. 2003. Vida capital: ensaios de biopolítica. São Paulo: Iluminuras.

SAHLINS, Marshal. 2011. Ilhas de história. Tradução de Bárbara Sette; revisão técnica de Márcia Bandeira de Melo Leite. 2ª ed. Rio de Janeiro: Zahar.

FOERTSCH, Carsten; DULLROY, Joel. 2nd Annual Global Coworking Survey. Disponível em:

http://pt.scribd.com/doc/235076858/Deskmag-Global-Coworking-Survey-Slides-Lowres

e

http://www.swivelspaces.com/Share/coworking_survey_booklet.pdf.

Acesso em: 09/06/2014.

SEN, Amartya. 2000. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Cia das Letras.

SEN, Amartya. 2008. Desigualdade reexaminada. Tradução de Ricardo Doninelli Mendes. 2ª ed. Rio de Janeiro, São Paulo: Editora Record.

SENNETT, Richard. 2009. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Tradução de Marcus Santarrita. 14ª ed. Rio de Janeiro: Record.

THE HIVE. Disponível em: http://thehive.com.hk/about/ Acesso em: 09/06/2014.

ŽIŽEK, Slavoj. 2011. Primeiro como Tragédia, depois como Farsa. Tradução de Maria Beatriz de Medina. São Paulo: Boitempo

Téléchargements

Publié-e

2019-11-20

Numéro

Rubrique

Artigos