O habitus na acepção de Norbert Elias e Pierre Bourdieu

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2317-5427.2025.268331

Palavras-chave:

Habitus, Elias, Bourdieu, estrutura, agência

Resumo

O presente artigo tem como objetivo realizar uma análise expositivo-comparativa do conceito de habitus mobilizado por Norbert Elias e Pierre Bourdieu, apresentando suas origens filosóficas, usos sociológicos e implicações teóricas para a compreensão da relação não-dual entre estrutura e agência. Em Elias, o habitus é concebido como uma “estrutura de personalidade” historicamente moldada pelo processo civilizador e pelas figurações interdependentes, funcionando como uma “segunda natureza” que articula dimensões psíquicas e coletivas. Em Bourdieu, é definido como um “sistema de disposições duráveis e transponíveis” que media a relação entre estruturas objetivas e práticas subjetivas, manifestando-se por meio do senso prático e da internalização das regras dos campos sociais. Apesar das diferentes ênfases — histórica e psicogênica em Elias, praxiológica e relacional em Bourdieu —, ambos engajados no debate que busca superar a dicotomia entre indivíduo e sociedade, compreendendo o social como processo relacional e incorporado. O estudo reafirma a atualidade do habitus como categoria central da teoria sociológica contemporânea.

Biografia do Autor

Fabio Monteiro de Moraes, Universidade Federal de Pernambuco

Universidade Federal de Pernambuco. Doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), pós-graduado em Filosofia, Conhecimento e Educação, pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), licenciado em Ciências Sociais pela Faculdade de Educação Paulistana.

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Publicado

27-11-2025