La recuperación de áreas degradadas por la reforestación es defectuosa:
el caso de Bico do Papagaio en Tocantins
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-6092.2025.266202Palabras clave:
comunidades tradicionales, pueblos de los bosques, resistenciaResumen
Como consecuencia del impacto de las actividades ganaderas y mineras en Bico do Papagaio, en el extremo norte del estado de Tocantins, innumerables pueblos han sido expropiados de sus lugares de origen, lo que puede conducir a una pérdida de identidad y pertenencia. Como intento de recuperar las áreas verdes degradadas, continúa la reforestación por monocultivos, liderada por las empresas Suzano y Nobleinvest. Sin embargo, esta práctica es denunciada por muchas comunidades como perjudicial para su permanencia y supervivencia local, ya que penetra en los territorios y expropia a las poblaciones tradicionales e indígenas que habitan estos territorios desde hace siglos. Teniendo en cuenta estas consideraciones, el objetivo de este estudio es investigar la percepción ambiental de las comunidades de Cocalinho y Sete Barracas sobre el significado de la reforestación para ambas partes. Para alcanzar este objetivo, se realizaron entrevistas semiestructuradas a las dos comunidades y a las empresas. La investigación reveló que las empresas han provocado y siguen provocando diversos procesos de acumulación por expoliación, pero especialmente a través de la deforestación realizada para despejar tierras en las áreas destinadas a sus monocultivos, crean un mecanismo que expropia los modos y medios de vida de estas personas.
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