Quando a história fala e o educador escuta
uma imersão na cidade de Goiás
DOI :
https://doi.org/10.51359/2595-7597.2026.270677Mots-clés :
Ciências, Matemática, Aprendizagem significativas, HistóriaRésumé
A experiência vivida, durante uma disciplina imersiva na cidade de Goiás, teve por objetivo refletir sobre os temas da história e filosofia do ensino de educação e ciências, aproximando teoria e prática por meio da vivência histórica. O contexto histórico da cidade, marcada por memórias coloniais e pela resistência cultural, serviu de cenário para discutir o papel da educação na formação crítica do sujeito e na construção de saberes significativos. Nessa perspectiva, o foco recaiu sobre a contextualização do desenvolvimento do ensino de ciências e matemática do Brasil a partir das práticas educacionais do século XIX e do século XX. Buscamos identificar os principais problemas enfrentados nas últimas décadas do século XX e analisar seus impactos e tendências no processo de ensino-aprendizagem nessas áreas, bem como na formação de professoras(es). Os resultados evidenciaram que o contato direto com o patrimônio histórico e cultural possibilitou uma nova interpretação sobre nosso papel como educadores e sobre nossa própria trajetória de vida, ampliando a compreensão de que ensinar também envolve compreender a história de cada aluno, seu território e suas origens. A disciplina imersiva ampliou minha visão sobre o que significa ensinar, fazendo-me perceber que educar é também reconhecer a nossa própria história e usá-la como ponto de partida para o conhecimento. A experiência evidenciou que a formação docente precisa ir além da técnica, aproximando-se da vivência, da escuta e do contexto sociopolítico. Sugere-se que futuras práticas formativas mantenham esse caráter imersivo e reflexivo, fortalecendo o compromisso ético, histórico e humano do ato de educar.
Références
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© Lucianne Alves Bicalho Santana 2026

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