Aspectos estilísticos da tradução de "Corpo fechado", de Guimarães Rosa, para o inglês

Luana Ferreira de Freitas, Kamila Moreira de Oliveira

Resumo


A tradução das obras de Guimarães Rosa teve início ainda durante a vida do autor, que, em muitos casos, ajudava seus tradutores em cartas detalhadas com sugestões e discussões sobre seu processo criativo. Nos Estados Unidos, em particular, a tradução de Rosa para o inglês acontece no contexto da aproximação dos Estados Unidos com a América do Sul entre as décadas de 1940 e 60, embora os efeitos desta iniciativa de tradução de obras latino-americanas não atinjam o Brasil com tanta força (BARBOSA, 1994; LEVINE, 2006; KRAUSE, 2010). Neste artigo, busca-se analisar como as escolhas da tradutora Harriet de Onís podem ter influenciado a recepção da obra de Guimarães Rosa em inglês. Por meio do cotejo do conto “Corpo fechado” (Sagarana, 1946) e sua tradução, “Bulletproof” (Sagarana, 1966), concluiu-se que de Onís tende a domesticar (VENUTI, 1995) o texto de Rosa, naturalizando seu estilo não-convencional e, portanto, negando aos leitores o acesso ao seu projeto estético. Sugerimos, por fim, ser possível que um novo projeto tradutório para Rosa receba mais atenção do público falante de língua inglesa do que a tentativa anterior, ao tornar o texto desafiador para o leitor, sem negar a identidade do texto de partida.

Palavras-chave


Tradução. Guimarães Rosa. Recepção

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i23p%25p



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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