Nada se perde, tudo se transforma (em Marília Garcia)

Autores/as

  • Rayi Kena Ferraz da Cunha Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2020.245309

Palabras clave:

poesia contemporânea, Marília Garcia, repetição

Resumen

O presente trabalho, resultado de uma recente dissertação de mestrado, visa apresentar uma leitura crítica do poema "O poema no tubo de ensaio" publicado no livro Parque das Ruínas (Luna Parque, 2018) da autora Marília Garcia a partir de uma perspectiva cerrada de leitura, do close reading (mas não só). Acreditamos que a poeta carioca para operar largamente a metatextualidade e a conceptualização de seus textos se vale da repetição obsessiva e da reiteração reflexiva enquanto instrumentos não só de escrita, mas de sua própria percepção de mundo. A repetição parece superar o caráter eminentemente linguístico e estilístico da figura de linguagem e alcança um extrato de meio de expressão em si, inclusive, como meio de expressão em suas performances literárias. Para nossa fundamentação teórica partimos de pensadores sobre o campo experimental da literatura, como os argentinos Gonzalo Aguilar e Mario Cámara (2017); passando também pelas professoras brasileiras Ana Maria de Alencar e Ana Lúcia Moraes que pensam a escrita restritiva e a escrita “oficinal” na tradição literária e também pela Marjorie Perloff (2013) com sua pesquisa sobre poesia citacional. Apostamos que ao nos valermos de uma leitura cerrada do texto não estamos abandonando características do poema, pelo contrário, estamos buscando construir uma análise que conheça e reconheça a materialidade do texto poético e possa desenvolver-se conjuntamente a tal matéria.

Biografía del autor/a

Rayi Kena Ferraz da Cunha, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutoranda em Literatura Comparada pelo Programa de Pós Graduação em Ciência da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possuo Licenciatura em Letras - Português pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fui bolsista PIBIC-CNPq durante 2015 a 2017, tendo executado a pesquisa "Escrita testemunhal na poética de Ana Cristina César", publicada no livro "Ética, estética e políticas do testemunho: estudos sobre arte, memória e violência" (org. Marcelo Ferraz de Paula). Sou mestre pelo programa de pós gradução em Ciência da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, defendi minha dissertação de mestrado intitulada "Elogio à repetição: Matilde Campilho & Marília Garcia" em 2020. Atualmente meus interesses acadêmicos debruçam-se pela poesia contemporânea de língua portuguesa, principalmente brasileira, e seus aspectos formais, estilísticos e comparatistas. Sou membro no núcleo de Poesia do projeto de extensão Laboratório da Palavra vinculado ao Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ), 

Citas

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Publicado

2020-12-30