O “rapto” de Marciano Indi e o incentivo ao “tribalismo” em Guiné-Bissau: contradições em discurso
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2022.254261Palavras-chave:
discurso político, discurso tribalista, Guiné-Bissau, contradição.Resumo
A referência ao “tribalismo” tem ganhado fugaz notoriedade, constituindo preocupação para a sociedade em geral, sobretudo pelo incentivo à violência. A partir da análise do discurso inaugurada por Michel Pêcheux, recuperamos o suposto rapto do Marciano Indi, ocorrido em 22 de maio de 2020, motivado por uma perseguição política. Sob o argumento de reivindicar a responsabilização sobre o referido “rapto”, na imediaticidade do dizer, tenta-se produzir sentidos de tratar-se apenas de um embate político. No entanto, os elementos de saber tradicionais convocados reificam um discurso de viés “tribalista”, incitando o ódio entre as etnias Pepel e Balanta.Referências
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