Ekomo, de María Nsue Angüe
uma releitura crítica por Droh Joël Arnauld Keffa
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.266598Palavras-chave:
literatura africana, María Nsue Angüe, cultura fang, tradição e modernidade, resistência pós-colonialResumo
Este artigo propõe uma releitura crítica do romance Ekomo (1985), de María Nsue Angüe, sob a perspectiva da reconstrução identitária e da valorização das epistemologias africanas frente às heranças coloniais. Ao retomar a obra fundacional da literatura guineo-equatoriana escrita por uma mulher, Droh Joël Arnauld Keffa analisa como Ekomo transcende os limites do relato ficcional para afirmar uma voz ancestral enraizada na cultura fang. A abordagem destaca o papel da oralidade, dos símbolos sagrados, dos provérbios e dos espaços rituais como dispositivos literários que restituem à narrativa africana seu caráter de resistência e agência cultural.
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