Corpo, memória e resistência na construção da identidade feminina em contos de Mia Couto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.269797

Palavras-chave:

identidade feminina, resistência, memória, corpo, Mia Couto, crítica feminista

Resumo

Este artigo analisa os contos “As três irmãs”, “Meia culpa, meia própria culpa”, “A saia almarrotada” e “O cesto”, reunidos em O fio das missangas, de Mia Couto, focalizando a construção da identidade feminina por meio de resistência e ressignificação em contextos patriarcais. As protagonistas oscilam entre silenciamento social e reconstrução subjetiva via linguagem, memória e corpo. Com base em Butler, Cixous, hooks e Kristeva, demonstra-se que tais figuras operam subversões simbólicas, tensionando submissão e autonomia. O corpo emerge como espaço de ruptura, enquanto a memória configura resistência, projetando reinvenções do feminino no pós-colonial moçambicano de língua portuguesa contemporânea.

Biografia do Autor

Rodrigo Felipe Veloso, Universidade Estadual de Montes Claros

Universidade Estadual de Montes Claros. Professor no Departamento de Comunicação e Letras da Unimontes. Doutor em Letras Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pela e Pós-Doutor em Letras: Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). E-mail: rodrigof_veloso@yahoo.com.br.

Referências

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Publicado

10-06-2026

Como Citar

Veloso, R. F. (2026). Corpo, memória e resistência na construção da identidade feminina em contos de Mia Couto. Revista Investigações, 39(1). https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.269797

Edição

Seção

Artigo - Literatura (seção livre)