Corpo, memória e resistência na construção da identidade feminina em contos de Mia Couto
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2026.269797Palavras-chave:
identidade feminina, resistência, memória, corpo, Mia Couto, crítica feministaResumo
Este artigo analisa os contos “As três irmãs”, “Meia culpa, meia própria culpa”, “A saia almarrotada” e “O cesto”, reunidos em O fio das missangas, de Mia Couto, focalizando a construção da identidade feminina por meio de resistência e ressignificação em contextos patriarcais. As protagonistas oscilam entre silenciamento social e reconstrução subjetiva via linguagem, memória e corpo. Com base em Butler, Cixous, hooks e Kristeva, demonstra-se que tais figuras operam subversões simbólicas, tensionando submissão e autonomia. O corpo emerge como espaço de ruptura, enquanto a memória configura resistência, projetando reinvenções do feminino no pós-colonial moçambicano de língua portuguesa contemporânea.
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