Três décadas de produções de livros didáticos na capital baiana: uma análise da abordagem de conteúdos algébricos

José Cassiano Teixeira Santos, Larissa Pinca Sarro Gomes

Resumo


Neste artigo apresentamos a análise de alguns conteúdos algébricos apresentados nos primeiros volumes das coleções Matemática Moderna e Matemática, produzidas na capital baiana. Para a escrita desta história, consideramos os estudos de Alain Choppin que trata o livro didático como uma fonte importante para pesquisas históricas e Roger Chartier que considera relevante compreender as diversas formas pelas quais um mesmo texto pode ser interpretado por seus leitores. A coleção Matemática Moderna foi escrita nos anos finais da década de 1960, no auge do movimento modernizador do ensino da Matemática escolar, e a coleção Matemática começou a ser produzida a partir da segunda metade da década de 1970, e teve várias reedições, quando a reformulação dos programas escolares para a Matemática passou a receber críticas. A partir da análise dos livros didáticos dessas coleções foi possível compreender que para a escrita da primeira coleção os autores utilizaram a linguagem dos conjuntos e apresentaram, com muita ênfase, estruturas algébricas como monoide, grupo, anel e corpo. Uma grande mudança pôde ser percebida quando os autores escreveram a coleção Matemática, que foi organizada em fichas de estudo e utilizava uma linguagem mais acessível ao aluno.


Palavras-chave


Livro didático; Conteúdos algébricos; História da Educação Matemática; Movimento modernizador da Matemática; Bahia.

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DOI: https://doi.org/10.36397/emteia.v8i3.23304

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