Letramento transmídia ou digital? A autoria docente em tempos de pandemia

Raphael de França e Silva, Ana Luiza Andrade, Nadine Rodrigues Silva, Thelma Panerai Alves

Resumo


Vivemos em uma sociedade multissemiótica, cada vez mais inserida em uma cultura participativa, colaborativa e digital. Os textos não são apenas verbais, nem o conhecimento é de propriedade individual, assim, espera-se que os materiais produzidos pelos professores se encontrem inseridos no contexto da nova ecologia midiática e corrobore à superação da educação bancária. Diante do exposto, esta pesquisa analisou materiais digitais produzidos por docentes das redes pública e privada, durante a pandemia da COVID-19, com o objetivo de identificar os tipos de letramentos demonstrados pelos professores. A metodologia deste estudo foi de natureza qualitativa, sob a perspectiva do estudo de caso exploratório e descritivo, com a fundamentação de autores como Rojo (2017), Scolari (2018), Jenkins (2009), Freire (2011; 2014), Livingstone (2011) e Chartier (2006). Os dados foram coletados a partir de um questionário semiestruturado. Constatamos que os professores entrevistados demonstram um desenvolvimento de letramentos midiáticos e digitais, sem, contudo, demonstrar letramento transmidiático. Portanto, não encontramos indícios da participação e engajamento dos alunos, na produção dos materiais digitais. Além disso, há a prevalência do ensino remoto transmissivo, caracterizando-se com uma atualização digital da educação bancária.


Palavras-chave


Letramento Transmídia; Letramento Digital; Autoria docente; Pandemia;

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DOI: https://doi.org/10.36397/emteia.v11i2.248129

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