Na escola, nem todos os gatos são pardos: armando uma perspectiva para ver as artes de ensinar geografias

Mariana Mizael Pinheiro da Silva, Everardo Paiva de Andrade

Resumo


Como jogam os professores no terreno dos parâmetros e bases curriculares? Como lidam com a precarização do trabalho e a ausência de condições adequadas para trabalhar? Como enfrentar essas questões, porém sem romantizar as opressões? Por outro lado, como considerar a rede de vigilância que afirma o que deveria ser o bom professor e as boas qualidades da docência? Rejeitando a ideia de que os professores são aplicadores de conteúdo, instrumentos de uma educação maior, em sintonia com o projeto certeauniano de reconduzir as práticas e as línguas científicas ao seu país de origem, a everyday life, explorando combinações táticas que se infiltram nas brechas do poder, o presente texto se propõe a pensar as riquezas escorregadias do cotidiano que evidenciam a fertilidade efêmera da criatividade docente, na tentativa de entender as artes de ensinar geografias, em torno de dois eixos: os professores como praticantes ordinários e suas aulas como inventividades docentes. Na contramão da desprofissionalização implícita nos baixos salários, das condições precárias de trabalho, das lógicas de burocratização e controle e da visão técnica e prática do ofício do professor, almeja afirmar o processo profissional artesanal e astucioso que caracteriza a docência.

Palavras-chave


Ensino de geografia; Saberes docentes

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DOI: https://doi.org/10.51359/2594-9616.2021.249247

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