A BNCC, a redução da carga horária de Geografia e o dilema da seleção dos conteúdos: um debate necessário
DOI:
https://doi.org/10.51359/2594-9616.2021.250603Palavras-chave:
Ensino de Geografia, Conteúdo Escolar, Currículo.Resumo
O debate que iniciamos neste ensaio tem como principal foco a reflexão sobre algumas perspectivas norteadoras para a presença da Geografia no currículo da escola básica, ao tempo em que sinaliza alguns parâmetros de orientação para a escolha dos conteúdos desse componente frente a reduzida carga horária que se apresenta no Documento Orientador do Ensino Médio baiano (BAHIA, 2000). A análise está ancorada nas diversas experiências dos autores como docentes dessa etapa do ensino, bem como nos escritos de alguns teóricos como Oliveira (2003), Cavalcanti (2011, 2019) Girotto (2017), Giordani (2019), dentre outros. Nessa perspectiva elegeu-se: possibilitar a emergência de uma consciência ambiental; promover comportamento de justiça social e enfrentamento das desigualdades socioespaciais; e considerar os movimentos geopolíticos nas suas diversas escalas como demarcadores de espacialidades/ territorialidades, como sentidos gerais que precisam nortear o ensino dos conteúdos de Geografia a fim de que a mesma não perca totalmente a sua função maior na formação dos jovens.
Referências
BRASIL. MEC/SEB. Base Nacional Comum Curricular (4ª versão). Brasília: 2017.
BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.
BECKER, Bertha K. O uso político do território: questões a partir de uma visão do Terceiro Mundo. In: BECKER, B. K; COSTA, R.H.; SILVEIRA, C.B. Abordagens políticas da espacialidade. Rio de Janeiro: UFRJ, 1983.
CALLAI, Helena Copetti. O ensino de Geografia: Recortes espaciais para análise. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos; CALLAI, Helena Copetti; SCHAFFER, Neiva Otero; KAERCHER, Nestor André (Org.). Geografia em sala de aula: Práticas e textualizações. Porto Alegre: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1998. p. 55-60.
CANDAU, Vera Maria. Formação Continuada de Professores: Tendências Atuais. In: ________________ (Org.). Magistério: construção cotidiana. Petrópolis: Vozes, 1997.
CAVALCANTI, Lana. de S. A Geografia escolar e a sociedade brasileira contemporânea. In: TONINI, I. M.; GOULART, L. B.; MARTINS, R. E. M. et ali (Orgs.). O ensino de Geografia e suas composições curriculares. Porto Alegre, UFGS, 2011.
____. Pensar pela Geografia: ensino e relevância social. Goiânia: C & A Alfa Comunicação, 2019.
GIORDANI, Ana. Geografia Escolar: neoliberalismo, necropolítica e as coisinhas do chão. Revista Educação Geográfica em Foco [S.l.], v. 3, n. 6, oct. 2019. Disponível em Geografia Escolar: neoliberalismo, necropolítica e as coisinhas do chão | Revista Educação Geográfica em Foco. (Acesso em 25 de abril de 2021).
GIROTTO, Eduardo Donizeti. Ensino de Geografia e raciocínio geográfico: as contribuições de Pistrak para a superação da dicotomia curricular. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 5, n. 9, p. 71-86, jan./jun., 2015.
____. Dos PCNs a BNCC: o ensino de Geografia sob o domínio neoliberal. Revista Geo Uerj, n. 30, p. 419-439, 2017.
LEFF, Henrique. Epistemologia Ambiental. Tradução: Sandra Valenzuela. 4ª edição. São Paulo-SP: Cortez, 2007.
____.Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000.
NUNES, Marcone Denys dos Reis. Reforma curricular em geografia na Universidade do Estado da Bahia: construção social e o papel dos sujeitos em uma teia de significações entre o pensado e o possível. Tese de Doutorado. Campinas, SP. Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, 2017.
NÓVOA, 1992. Os professores e a sua formação. Lisboa : Dom Quixote, 1992.
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de (Org.). Para onde vai o ensino de Geografia? Crise da Geografia, da escola e da sociedade. São Paulo: Contexto, 2003.
OLIVEIRA, Inês Barbosa de. Reflexões acerca da organização curricular e das práticas pedagógicas na EJA. Rev. Educar. Curitiba, n. 29, pp.83-100, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/er/n29/07. Acesso em 02 nov. 2020.
OLIVEIRA, Inês Barbosa de; SÜSSEKIND, Maria Luiza. Dimensões político-epistemológicas do equívoco conservador na educação: A base curricular brasileira no contexto dos currículos nacionais. Rev. Port. de Educação, Braga-Portugal, vol.31, n.Especial, p.55-74, out. 2018. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0871-91872018000200006&lang Acesso em 02 nov. 2020.
RABELO, Kamila Santos de Paula; BORBA, Odiones de Fátima; SOUZA, Vanilton Camilo de. In: ROSA, Claudia do Carmo; BORBA, Odiones de Fátima; OLIVEIRA, Suzana Ribeiro Lima (Orgs.). Formação de professores e ensino de Geografia: contextos e perspectivas. Goiânia : C & A Alfa Comunicação, 2020. pp. 29-48.
SACRISTÁN, J. Gimeno. Saberes e incertezas sobre o currículo. São Paulo: Penso, 2013.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 2003
SANTOS, Milton; SILVEIRA, María Laura. O Brasil: Território e sociedade no início do século XXI. 6ª edição. Rio de Janeiro-RJ: Record, 2004.
SHELDRAKE, Rupert. O Renascimento da natureza e o reflorescimento da ciência e de Deus. Cap. 2. São Paulo: Cultrix, 1993.
YOUNG, Michael. Teoria do currículo: o que é e por que é importante. Tradução: Leda Beck. Cadernos de pesquisa, São Paulo, v.44, n.151, p.190-202, jan/mar 2014. Disponível em: < http://publicacoes.fcc.org.br/ojs/index.php/cp/article/view/2707> Acesso em: 02 nov. 2020.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2021 MATHEUS GOMES DA SILVA, SANDRA SOUZA DE SANTANA, CRISTINA SOUZA SILVA, MARIA CLEONICE BARBOSA BRAGA, MARIA DA CONCEIÇÃO MORAIS QUEIROZ

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à REVISTA ENSINO DE GEOGRAFIA (RECIFE) da Universidade Federal de Pernambuco o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
b) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d) Os conteúdos da REVISTA ENSINO DE GEOGRAFIA (RECIFE) estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. CC BY -
. Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.
No caso de material com direitos autorais a ser reproduzido no manuscrito, a atribuição integral deve ser informada no texto; um documento comprobatório de autorização deve ser enviado para a Comissão Editorial como documento suplementar. É da responsabilidade dos autores, não da REVISTA ENSINO DE GEOGRAFIA (RECIFE) ou dos editores ou revisores, informar, no artigo, a autoria de textos, dados, figuras, imagens e/ou mapas publicados anteriormente em outro lugar.
