Geografia escolar, colonialidade, neoliberalismo e a cultura escolar em disputa
DOI:
https://doi.org/10.51359/2594-9616.2025.267821Palavras-chave:
ensino de geografia, decolonialidade, currículos escolares, autonomia docente, educação críticaResumo
Analisa-se, neste artigo, a Geografia Escolar e influências da colonialidade e do neoliberalismo para a cultura educacional. Partindo de uma perspectiva histórica, investiga-se a trajetória da disciplina desde o período colonial até as reformas curriculares contemporâneas, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Busca-se compreender, por meio de abordagem teórico-crítica e decolonial, como se instrumentalizou a Geografia Escolar para reforçar narrativas eurocêntricas e projetos de poder, inicialmente vinculados à formação de identidade nacional e, posteriormente, a agendas neoliberais. Por meio da análise, destacam-se contradições entre avanços teóricos — como a Geografia Crítica e propostas decoloniais — e retrocessos políticos, evidenciando a padronização tecnicista dos currículos e a mercantilização da educação. Resultados apontam que, apesar das limitações impostas por políticas centralizadoras, práticas pedagógicas alternativas — como mapeamentos participativos, projetos interdisciplinares com movimentos sociais e abordagens antirracistas — demonstram potencial para construir uma Geografia libertadora. Conclui-se que a superação das heranças colonial e neoliberal exige a valorização da autonomia docente, o enfrentamento da precarização educacional e a incorporação de epistemologias marginalizadas.
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