Modo de vida de Neithea coquandi drouet, 1825 (Bivalvia), do eo-albino em Sergipe

Autores

  • Maria Helena Hessel Universidade Federal de Pernambuco
  • Priscila Aragão do Nascimento e Maia Universidade Federal de Sergipe

Palavras-chave:

Neithea, Bivalvia, Albiano, Sergipe, paleoecologia

Resumo

Esta investigação apresenta um estudo morfológico e paleoecológico de Neithea (Neithea) coquandi (Mollusca Bivalvia) proveniente dos siltitos eo-albianos da Formação Riachuelo na localidade de Espírito Santo 1, município de Riachuelo, Sergipe. A concha de Neithea coquandi dos exemplares examinados é pequena, subtrigonal, com valva direita muito convexa e a esquerda, menor e levemente côncava, e aurícula anterior um pouco maior do que a posterior. A linha paleal é contínua, e a marca dos músculos adutores na região mediana e posterodorsal é reniforme. N. coquandi era um pectínídeo  provavelmente bentônico epifaunal que vivia sobre substratos moles, em posição reclinada, preso por um curto bissus situado logo abaixo da aurícula anterior, mais desenvolvida. Neithea coquandi possivelmente era uma espécie suspensívora que vivia sob águas marinhas rasas temperadas, bem oxigenadas e de boa circulação, abaixo do nível de agitação das ondas, em substrato fino e mole de frentes de leques aluviais. Em Espírito Santo 1, a ocorrência de Neithea parece ter sido pouco transportada, ou mesmo depositada in situ.

Referências

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Publicado

2005-01-01

Como Citar

Hessel, M. H., & Maia, P. A. do N. e. (2005). Modo de vida de Neithea coquandi drouet, 1825 (Bivalvia), do eo-albino em Sergipe. Estudos Geológicos, 15(1), 114–127. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/259701

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