Mapeamento geologico da bacia de Sergipe, na região de Propriá e São Francisco: uma contribuição para o conhecimento da fase pré-rifte/rifte
DOI:
https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v26n1p3-16Palavras-chave:
Bacia de Sergipe, Formação Serraria, Formação Feliz Deserto, mapeamento geológico, Pré Rifte/RifteResumo
A Bacia de Sergipe está localizada no Nordeste do Brasil, classificada como uma bacia do tipo rifte, originada durante a abertura do Atlântico Sul. Seus limites vão desde o Alto de Japoatã até a Falha de Vaza Barris. Um dos últimos mapeamentos realizados nesse trecho da bacia foi em 1975 envolvendo a folha Japoatã (SC 24-Z-B-II-3), produzido por uma parceria do DNPM e a Petrobras. Neste trabalho, encontramos sedimentação Paleozóica, composta pela Formação Batinga, (Membro Boaciaca) e Formação Aracaré. Já as formações Bananeiras e Serraria (ambas do Andar Local Dom João), são de idade Jurássica, representam a fase Pré-Rifte da bacia, com mergulho para SE. A Sequência Paleozóica e o Pré – Rifte localizam-se na borda oeste da área mapeada; Na fase Rifte, encontram-se as formações Feliz Deserto, Barra de Itiúba, Coqueiro Seco e Morro do Chaves. A sequência Rifte, é melhor representada pelas formações Feliz Deserto e Barra de Itiúba. Em campo, há uma grande dificuldade de separar a Formação Feliz Deserto da Formação Barra de Itiúba, porque são concordantes entre si e há uma enorme semelhança litológica, já que ambas são compostas por folhelhos cinza esverdeado e arenitos lacustres – deltaicos. Logo, para um melhor entendimento da bacia Sergipe, foi adotado o termo “Formação Feliz Deserto/Barra de Itiúba” neste mapeamento. As formações Coqueiro Seco e Morro do Chaves aparecem apenas ás margens do Rio São Francisco, próximo as falhas de borda NE-SW.
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