ASPECTOS DO SENSORIAMENTO REMOTO GEOLÓGICO NA BACIA DO ARARIPE (PE/CE/PI/BRASIL)

Aerson Moreira Barreto Junior, Admilson da Penha Pacheco, Maria Alcione Lima Celestino

Resumo


A Bacia do Sedimentar do Araripe é a maior dentre as bacias interiores do Nordeste do Brasil, posicionando-se sobre terrenos cristalinos pré-cambrianos, contendo rochas magmáticas e metamórficas, litologias pertencentes à Zona Transversal da Província Borborema, a sul do Lineamento Patos e a norte do Lineamento Pernambuco. Paralelamente à evolução dos sistemas de aquisição de dados de sensoriamento remoto, surgiram novas abordagens metodológicas em processamento digital de imagens e melhorias em metodologias já existentes, otimizando assim a extração de informações a partir imagens orbitais e aéreas. A integração de dados de sensoriamento remoto óptico e de radar tem favorecido diversos estudos geológicos desde a década de 1970. O uso das imagens de satélite e de radar tem se tornado cada vez mais frequente em estudos geológicos, hidrológicos, geomorfológicos, ecológicos, dentre outros, em particular para análises tanto quantitativas como qualitativas do relevo e seus agentes modificadores. As imagens do Satélite Landsat e dados da missão SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), devido à disponibilidade gratuita e abrangência global, apresentam atualmente predominância nas diferentes aplicações relacionadas com mapeamentos geológicos.  Estudos envolvendo sensoriamento remoto geológico tem sido realizado na Bacia do Araripe desde a década de 1960.  Este trabalho tem como objetivo contextualizar o estado da arte do sensoriamento remoto geológico na Bacia do Araripe, caracterizando os seus subdomínios do conhecimento – geomorfológico, ambiental e hidrogeológico, a partir dos principais métodos e resultados encontrados nas publicações pré-selecionadas.


Palavras-chave


Bacia do Araripe, Sensoriamento Remoto, Mapeamento Geológico, Landsat, Radar

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