Uma nova fauna do cretáceo continental da Bacia de Jatobá, estado de Pernambuco, Brasil.

Autores

  • Karina Souza Universidade Federal de Pernambuco
  • Édison Vicente Oliveira Universidade Federal de Pernambuco
  • Alcina M. Franca Barreto Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Mesozoico, taxonomia, Lepidotes, Actinopterygii, Osteichthyes, Hydrobiidae, Cypridea

Resumo

Foi realizado um estudo taxonômico preliminar dos fósseis de invertebrados, vertebrados e microfósseis (ostracodes) coletados no Cretáceo Inferior da Bacia de Jatobá, Grupo Santo Amaro (Andar Neocomiano/Rio da Serra), na região do município de Ibimirim, localidade de Campos, Estado de Pernambuco, Brasil. Nessa região foram identificados um conjunto de arenitos finos a grossos, e níveis de arenitos calcíferos, mapeados como pertencentes ao Grupo Santo Amaro, que por sua características litológicas podem estar relacionados à Formação Candeias. Gastrópodos e ostracodes foram coletados em arenitos grossos pelo método de lavagem e peneiramento em laboratório. Diversos espécimes de micro e pequenos vertebrados foram coletados em trabalhos de campo nos níveis de arenitos calcíferos. Um dos ostracodes coletados foi identificado no gênero Cypridea, devido à presença de uma projeção lateral em forma nodular, e uma projeção rostral na região anterior. Essas características são registradas em ostracodes descritos para a Bacia do Recôncavo, de Idade Cretáceo Inicial. Fósseis de pequenos gastrópodes são atribuídos à família Hydrobiidae. Vertebrados estão representados por um dente isolado e escamas de peixes ósseos, identificados como cf. Lepidotes e Actinopterygii indeterminados. Exceto pelo registro de Cypridea, que mostra afinidades mais íntimas com espécies do Cretáceo Inferior da Bacia do Recôncavo, os vertebrados registrados não mostram afinidades com os inúmeros taxa descritos para o Jurássico Superior da Bacia de Jatobá (Formação Aliança), peixes Semionotidae do Cretáceo Inferior da Bacia do Recôncavo ou com os descritos para o Albiano-Aptiano das Bacias interiores do Nordeste do Brasil.

Biografia do Autor

Alcina M. Franca Barreto, Universidade Federal de Pernambuco

Foi realizado um estudo taxonômico preliminar dos fósseis de invertebrados, vertebrados e microfósseis (ostracodes) coletados no Cretáceo Inferior da Bacia de Jatobá, Grupo Santo Amaro (Andar Neocomiano/Rio da Serra), na região do município de Ibimirim, localidade de Campos, Estado de Pernambuco, Brasil. Nessa região foram identificados um conjunto de arenitos finos a grossos, e níveis de arenitos calcíferos, mapeados como pertencentes ao Grupo Santo Amaro, que por sua características litológicas podem estar relacionados à Formação Candeias. Gastrópodos e ostracodes foram coletados em arenitos grossos pelo método de lavagem e peneiramento em laboratório. Diversos espécimes de micro e pequenos vertebrados foram coletados em trabalhos de campo nos níveis de arenitos calcíferos. Um dos ostracodes coletados foi identificado no gênero Cypridea, devido à presença de uma projeção lateral em forma nodular, e uma projeção rostral na região anterior. Essas características são registradas em ostracodes descritos para a Bacia do Recôncavo, de Idade Cretáceo Inicial. Fósseis de pequenos gastrópodes são atribuídos à família Hydrobiidae. Vertebrados estão representados por um dente isolado e escamas de peixes ósseos, identificados como cf. Lepidotes e Actinopterygii indeterminados. Exceto pelo registro de Cypridea, que mostra afinidades mais íntimas com espécies do Cretáceo Inferior da Bacia do Recôncavo, os vertebrados registrados não mostram afinidades com os inúmeros taxa descritos para o Jurássico Superior da Bacia de Jatobá (Formação Aliança), peixes Semionotidae do Cretáceo Inferior da Bacia do Recôncavo ou com os descritos para o Albiano-Aptiano das Bacias interiores do Nordeste do Brasil.

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Publicado

2013-01-01

Como Citar

Souza, K., Oliveira, Édison V., & Barreto, A. M. F. (2013). Uma nova fauna do cretáceo continental da Bacia de Jatobá, estado de Pernambuco, Brasil. Estudos Geológicos, 23(1), 87–109. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/260995

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