AVALIANDO A REATIVAÇÃO DE ESTRUTURAS DO EMBASAMENTO PRECAMBRIANO NA FORMAÇÃO DAS BACIAS SEDIMENTARES CONSTEIRAS: O CASO DA ZONA DE CISALHAMENTO PERNAMBUCO LESTE

Autores

  • Sérgio Pacheco Neves
  • Gorki Mariano
  • Cristiane Marques Lima

DOI:

https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v28n1p104-119

Palavras-chave:

Zona de Cisalhamento, reativação, protomilonitos, ultramilonitos, bacias costeiras

Resumo

Este trabalho apresenta uma síntese de dados de obtidos em campo e a partir de descrição de lâminas delgadas durante o mapeamento geológico sistemático conduzido na terminação oriental da zona de cisalhamento Pernambuco leste (ZCPE). O objetivo da pesquisa foi entender o possível condicionamento de estruturas pré-cambrianas presentes no embasamento cristalino, em especial a herança das principais descontinuidades crustais/litosféricas (zonas de cisalhamento brasilianas, orientação da foliação regional, limites entre diferentes unidades), durante os processos de riftteamento que deram origem à formação das bacias costeiras. A ZCPE é uma transcorrência destral, com largura variando de 1 a 5 km caracterizada por faixas protomiloníticas a ultramilonítcas desenvolvidas essencialmente sobre protólitos graníticos variados. Marca o limite entre as bacias costeiras de Pernambuco e da Paraíba. Como estas bacias apresentam espessura e estratigrafia diferentes, tem sido sugerido que a ZCPE exerceu algum controle sobre os processos de formação. Desta forma, a determinação de uma possível reativação desta zona de cisalhamento durante a abertura do Atlântico é de fundamental importância para a elaboração de modelos geodinâmicos. Durante o desenvolvimento do trabalho foram obtidos dados estruturais (foliações, lineações, fraturas) em milonitos e ultramilonitos. A análise dos dados indica que não houve reativação rúptil em larga escala, ou mesmo numa escala local, da ZCPE durante o Cretáceo. O papel da ZCPE, na formação das bacias de Pernambuco e Paraíba, foi essencialmente passivo ao impedir provisoriamente a continuidade do processo de rifteamento. De forma mais ampla, este estudo revela que nem sempre zonas de cisalhamento dúcteis são reativadas em eventos tectônicos subsequentes.

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Publicado

2018-08-28

Como Citar

Neves, S. P., Mariano, G., & Lima, C. M. (2018). AVALIANDO A REATIVAÇÃO DE ESTRUTURAS DO EMBASAMENTO PRECAMBRIANO NA FORMAÇÃO DAS BACIAS SEDIMENTARES CONSTEIRAS: O CASO DA ZONA DE CISALHAMENTO PERNAMBUCO LESTE. Estudos Geológicos, 28(1). https://doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v28n1p104-119

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