Subsídios ao gerenciamento costeiro: definição da zona não edificante da Praia do Porto (PE) para uso e ocupação da orla

Authors

  • Valdir do Amaral Vaz Manso Universidade Federal de Pernambuco
  • Renê Jota Arruda de Macêdo Universidade Federal de Pernambuco
  • Elida Regina de Melo e Silva Universidade Federal de Pernambuco
  • Natan Silva Pereira Universidade Federal de Pernambuco
  • Carlos Fernando de A. Soares Junior Universidade Federal de Pernambuco
  • Miguel Sebastião Maia C. Arrais Universidade Federal de Pernambuco
  • Flavio Porfírio Alves Trabalhador Independente

Keywords:

zona não edificante, preamar máxima, Praia do Porto

Abstract

O litoral sul do Estado de Pernambuco vem sendo alvo de investimentos públicos e privados nos últimos anos, resultante do desenvolvimento econômico e dos atrativos turísticos naturais. A praia do Porto, localizada a aproximadamente 100 km do Recife, é uma área não urbanizada com alto potencial turístico a ser explorado. Frente à especulação imobiliária iminente na região, este trabalho teve como objetivos caracterizar o ambiente praial e delimitar a faixa da zona não edificante na praia do Porto para fins de uso e ocupação do solo na região costeira. Foram realizados levantamentos topográficos, caracterização sedimentar, mapeamento da linha de preamar máxima e delimitação da zona não edificante da orla através da Lei de Brunn sob diferentes cenários de elevação do nível do mar. Constatou-se que a faixa de praia apresenta sedimentos com granulação na fração areia média e larguras de faixas de praias distintas para diferentes setores com características de estados morfodinâmicos intermediários e reflectivos. A faixa de praia ao norte apresenta maior estabilidade que a faixa sul, por estar localizada em parte, atrás de um afloramento granítico. Os limites da zona não edificante foram de 23,39 m para o cenário otimista, 48,08 m para o intermediário e 72,77 m para o pessimista. O menor limite ficou muito próximo das mudanças sazonais de curto prazo da morfologia praial. Para o presente estudo, aconselha-se utilizar os limites calculados para os cenários intermediário e pessimista de elevação do nível do mar. A Lei que rege a política de ocupação da zona costeira em Pernambuco contempla os limites de ocupação da orla, pois propõe faixas de 33 m a 100 m para áreas não urbanizadas.

Published

2012-01-01

How to Cite

Manso, V. do A. V., Macêdo, R. J. A. de, Melo e Silva, E. R. de, Pereira, N. S., Soares Junior, C. F. de A., Arrais, M. S. M. C., & Alves, F. P. (2012). Subsídios ao gerenciamento costeiro: definição da zona não edificante da Praia do Porto (PE) para uso e ocupação da orla. Estudos Geológicos, 22(1), 21–36. Retrieved from https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/260931

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