Levantamento sedimentológico do estuário do Rio Timbó-PE

Autores

  • Maria José de Oliveira Barbosa Universidade Federal de Pernambuco
  • Valdir do Amaral Vaz Manso Universidade Federal de Pernambuco
  • Lúcia Maria Mafra Valença Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Rio Timbó, sedimentologia, ambiente estuarino, manguezal

Resumo

o estuário do Rio Timbó está situado entre os municípios de Abreu e lima, Igarassu e Paulista, no litoral norte de Pernambuco, abrangendo uma área de quase 1400 ha. visando preencher uma lacuna de conhecimento sobre aspectos sedimentológicos desta zona estuarina, e assim contribuir para um gerenciamento adequado de seus recursos naturais, análises texturais, granulométricas e o cálculo de parâmetros estatísticos foram realizados em 46 pontos de amostragem, em transectos de uma margem à outra. Estas análises subsidiaram a elaboração de mapas temáticos. A fração cascalho é predominantemente biogênica, porém pouco significativa em todo o corpo estuarino. A fração areia prepondera, com maiores concentrações na desembocadura e nas áreas de deságue dos arroios Desterro e da Fábrica. A concentração da fração lama é mais significativa em trechos próximos às margens do rio no estuário superior, nos quais prolifera a vegetação de mangue. A fácies de cascalho areno-lamoso foi localizada somente no estuário médio, sendo basicamente composta por grãos siliciclásticos e elementos bioclásticos. Areia cascalhosa ocorre na parte mais proximal do estuário inferior e no estuário superior. o diâmetro médio dos sedimentos arenosos na área pesquisada é influenciado pela fonte de suprimento de material, pelo processo de sedimentação e velocidade da corrente, revelando areias grossas, médias, finas e muito finas. Resultados platicúrticos e muito platicúrticos são observados no estuário médio e sudeste do estuário superior, indicando áreas de moderada energia e menor grau de seleção. os valores leptocúrticos a muito leptocúrticos prevalecem no inferior sugerindo maior energia, apesar dos sedimentos não se apresentarem bem selecionados. As amostras revelaram assimetria desde muito negativa a muito positiva, indicando mistura de sedimentos de diversas fontes.

Referências

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Publicado

2009-01-01

Como Citar

Barbosa, M. J. de O., Manso, V. do A. V., & Valença, L. M. M. (2009). Levantamento sedimentológico do estuário do Rio Timbó-PE. Estudos Geológicos, 19(1), 93–111. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/259786

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