Relações estratigráficas da província magmática do Cabo, Bacia de Pernambuco, Nordeste do Brasil

Autores

  • Marcos Antonio Leite do Nascimento Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Zorano Sérgio de Souza Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Mário Ferreira Lima Filho Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Emanuel Ferraz Jardim de Sá Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Liliane Rabêlo Cruz Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Luiz Jorge Frutuoso Júnior Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Camilla Bezerra de Almeida Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Alex Francisco Antunes Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Fernando César Alves da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Ingred Maria Guimarães Guedes Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Palavras-chave:

magmatismo do Cabo, Bacia de Pernambuco, NE do Brasil

Resumo

A Bacia de Pernambuco inclui uma estreita faixa de rochas sedimentares e magmáticas no Nordeste do Brasil, aflorante no litoral a sul de Recife (PE). Nesta porção emersa da bacia, uma unidade siliciclástica de idade Aptiana-Albiana, a Formação Cabo, materializa o estágio rifte de evolução. Unidades carbonática (Formação Estiva) e siliciclásticas (Formações Algodoais e Barreiras), cuja idade varia do Cretáceo superior ao Neógeno-Quaternário, definem o estágio drifte. Há cerca de 102 Ma, a Bacia de Pernambuco foi palco de um importante evento magmático definido por rochas básicas-intermediárias (basaltos a traqui-andesitos) a ácidas (riolitos, ignimbritos, traquitos, granitos) que ocorrem como diques, soleiras, plugs, domos e derrames. Relações de contato entre as rochas ígneas e sedimentares sugerem que a unidade magmática intrude/extrude e se intercala com as rochas da Formação Cabo, e está capeada em discordâncias pelas formações Estiva e Algodoais; esta última contém abundantes fragmentos de rochas vulcânicas (principalmente traquitos) na sua fácies conglomerática. Em alguns locais, fragmentos de riolitos e traquitos ocorrem subordinadamente nos arenitos da Formação Cabo, indicando que o magmatismo foi sincrônico à deposição da sequência rifte.

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Publicado

2004-01-01

Como Citar

Nascimento, M. A. L. do, Souza, Z. S. de, Lima Filho, M. F., Sá, E. F. J. de, Cruz, L. R., Frutuoso Júnior, L. J., … Guedes, I. M. G. (2004). Relações estratigráficas da província magmática do Cabo, Bacia de Pernambuco, Nordeste do Brasil. Estudos Geológicos, 14(1), 03–19. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/261464

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