Relações estratigráficas da província magmática do Cabo, Bacia de Pernambuco, Nordeste do Brasil
Mots-clés :
magmatismo do Cabo, Bacia de Pernambuco, NE do BrasilRésumé
A Bacia de Pernambuco inclui uma estreita faixa de rochas sedimentares e magmáticas no Nordeste do Brasil, aflorante no litoral a sul de Recife (PE). Nesta porção emersa da bacia, uma unidade siliciclástica de idade Aptiana-Albiana, a Formação Cabo, materializa o estágio rifte de evolução. Unidades carbonática (Formação Estiva) e siliciclásticas (Formações Algodoais e Barreiras), cuja idade varia do Cretáceo superior ao Neógeno-Quaternário, definem o estágio drifte. Há cerca de 102 Ma, a Bacia de Pernambuco foi palco de um importante evento magmático definido por rochas básicas-intermediárias (basaltos a traqui-andesitos) a ácidas (riolitos, ignimbritos, traquitos, granitos) que ocorrem como diques, soleiras, plugs, domos e derrames. Relações de contato entre as rochas ígneas e sedimentares sugerem que a unidade magmática intrude/extrude e se intercala com as rochas da Formação Cabo, e está capeada em discordâncias pelas formações Estiva e Algodoais; esta última contém abundantes fragmentos de rochas vulcânicas (principalmente traquitos) na sua fácies conglomerática. Em alguns locais, fragmentos de riolitos e traquitos ocorrem subordinadamente nos arenitos da Formação Cabo, indicando que o magmatismo foi sincrônico à deposição da sequência rifte.
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