DEPÓSITOS FLÚVIO-EÓLICOS DA FORMAÇÃO SÃO SEBASTIÃO, NA BORDA OESTE DA BACIA DE JATOBÁ, NORDESTE DO BRASIL

José Diego Dias Veras, Virginio Henrique de Miranda Lopes Neumann, Lucia Maria Mafra Valença, Flávia Araújo de Arruda Cabral, Silvio Roberto de Oliveira

Resumo


A Bacia de Jatobá, juntamente com a Sub-bacia de Tucano Norte, representam a extremidade setentrional do Sistema Rifte Recôncavo-Tucano-Jatobá, que possui direção geral N-S até a altura do Rio São Francisco, onde sofre uma inflexão para E-NE.  Ao contrário das bacias da margem continental que evoluíram ao estágio de margem passiva, as Bacias Recôncavo, Tucano e Jatobá, constituem um ramo do Rifte Sul-Atlântico abortado no Eoaptiano. A Formação São Sebastião está inserida no estágio rifte da Bacia de Jatobá. Possui uma fácies fluvial que é composta por arenitos finos a grossos, por vezes conglomeráticos e, localmente, níveis seixosos. Os perfis estratigráficos realizados nesta fácies e a associação de fácies ressaltam suas características de composição e estruturas. A fácies eólica apresenta uma característica marcante como a sua bimodalidade no tamanho dos grãos de quartzo. Além disso, as estratificações cruzadas de alto ângulo corroboram a definição de ambiente eólico. São arenitos finos, às vezes médios, bem selecionados e variando de esbranquiçados a amarelados. Portanto, esta unidade é caracterizada como um sistema fluvial entrelaçado de alta energia que, posteriormente, passa por um retrabalhamento eólico

Palavras-chave


Bacia do Jatobá, Sub-bacia Tucano Norte, Depósitos flúvio-eólicos, Formação São Sebastião

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