Variação longitudinal dos sedimentos de praia e sua relação com a inclinação da face praial e a morfodinâmica, município de Paulista-PE.

Autores

  • Patricia Fernanda Passos de Oliveira Universidade Federal de Pernambuco
  • Hewerton Alves da Silva Universidade Federal de Pernambuco
  • Eduardo Paes Barreto Universidade Federal de Pernambuco
  • Lucia Maria Mafra Valença Universidade Federal de Pernambuco
  • Valdir do Amaral Vaz Manso Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

sedimentos, inclinação da face praial, caracterização geoambiental, morfodinâmica

Resumo

A zona costeira tem sido alvo de vários problemas ambientais devido aos efeitos diretos do crescimento demográfico com o aumento da ocupação desordenada da costa. As variações na textura dos sedimentos praiais ao longo da costa e seu padrão de distribuição fornecem valiosas informações sobre os principais processos atuantes em praias arenosas. O município de Paulista está inserido na Região Metropolitana do Recife, e atualmente apresenta graves problemas de erosão associado à ocupação da pós-praia. Este estudo propôs identificar as características granulométricas dos sedimentos do estirâncio médio das praias, correlacionando-as com a inclinação da face praial. Para uma melhor análise foi realizada uma caracterização geoambiental das praias, no instante da coleta e das medições, bem como tentou-se inferir os estágios morfodinâmicos das praias. Pode-se constatar que nas praias da área de estudo predominam areias quartzosas com classe modal dominante de areia média, e que a distribuição granulométrica da face de praia possui semelhança com a distribuição da plataforma interna, com fração mais frequente correspondendo a areia fina/areia média. Dominam grãos moderadamente selecionados, com assimetria entre muito positiva a positiva. A inclinação da face praial quando comparada com o tamanho do sedimento, teve uma relação inversa, onde as maiores declividades ocorreram onde o tamanho do sedimento é menor, e as maiores declividades estão relacionadas com menor tamanho do grão. A classificação morfodinâmica das praias foram de praias intermediárias na maioria dos pontos analisados.

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Publicado

2013-07-01

Como Citar

Oliveira, P. F. P. de, Silva, H. A. da, Barreto, E. P., Valença, L. M. M., & Manso, V. do A. V. (2013). Variação longitudinal dos sedimentos de praia e sua relação com a inclinação da face praial e a morfodinâmica, município de Paulista-PE. Estudos Geológicos, 23(2), 141–155. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/261175

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