Concreções calcárias da Formação Santana , Bacia do Araripe: uma proposta de classificação
Palavras-chave:
concreções calcárias singenéticas, ictiólitos, Eocretáceo, macrofósseis tridimensionais, Formação SantanaResumo
As concreções calcárias da Formação Santana são conhecidas desde 1800 pelo relato de João da Silva Feijó e divulgadas internacionalmente por von Spix e von Martius entre 1823 e 1831, denominadas ictiólitos por Silva Santos em 1950. No presente trabalho é proposta uma classificação para os diversos tipos de concreções calcárias ocorrentes na Formação Santana (Eocretáceo) da Bacia do Araripe, tecendo algumas considerações sobre sua distribuição geográfica, e sugerindo uma uniformização terminológica para as descrições deste material, o que poderá auxiliar em futuros estudos estatísticos geográficos, geoquímicos e tafonômicos que, integrados, podem fornecer novas visões sobre o cenário de sua deposição. Os critérios classificatórios são baseados no número de espécimes e posição do fóssil contido na concreção, dimensionalidade do macrofóssil, relação matriz/fóssil, forma, estrutura e textura sedimentares. Quanto ao número de exemplares encontrados nas concreções, pode-se classificá-las em afossilíferas, unifossilíferas ou multifossilíferas;em termos de disposição dos fósseis nas concreções, pode-se encontrá-los em posição superior, mediana, inferior, transversal, dispersa ou em planos paralelos; quanto à dimensão espacial preservada do fóssil, podem-se ter concreções com espécimes tridimensionais ou comprimidos; tratando-se do percentual da matriz em relação ao macrofóssil, as concreções podem ser classificadas como possuidoras de matriz abundante, regular, escassa ou curta; quanto à forma, podem ser sub-esféricas, ovóides, oval-alongadas e irregulares; quanto à estrutura sedimentar observada na matriz, pode-se classificá-las em laminadas ou pouco laminadas; e quanto à textura sedimentar, é possível encontrar concreções de matriz fina ou muito fina.
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