Litogeoquímica do Batólito de Catolé do Rocha (RN-PB), porção W do domínio Rio Grande do Norte da Província Borborema
Palavras-chave:
Batólito Catolé do Rocha, Domínio Rio Grande do Norte, Província Borborema, LitogeoquímicaResumo
O Batólito de Catolé do Rocha, de idade ediacarana (571 Ma), está situado na porção oeste do Domínio Rio Grande do Norte da Província Borborema. É constituído por três fácies principais de caráter granítico: Alexandria, Brejo dos Santos e Maniçoba, ocorrendo ainda diques e/ou bolsões de microgranitos, e uma suíte máfica-intermediária de rochas diorítica. Diagramas de variação mostram que os dioritos não representam o magma parental dos granitos, nem que os microgranitos sejam produto dos líquidos residuais dos granitos porfiríticos. Por outro lado, as três fácies principais do batólito (sienogranitos porfiríticos) são cogenéticas e apresentam um trend único evolutivo no sentido Brejo dos Santos – Alexandria - Maniçoba. Al2O3, CaO, TiO2, Fe2O3(t) e MgO mostram correlação negativa sugerindo fracionamento dos máficos (anfibólio, titanita e biotita, principalmente), ocorrendo o mesmo para Na2O e K2O indicando fracionamento de feldspatos. Para os elementos traços verifica-se que Zr, Y, Sr, Ba e Nb são compatíveis (correlação negativa), enquanto que Rb é incompatível (correlação positiva). No contexto de séries/associações magmáticas vários diagramas mostram que: i) as rochas dioríticas são metaluminosas, enquanto que as rochas graníticas são meta a peraluminosas. As rochasperaluminosas são representadas pelos biotita-microgranitos e pelos granitos porfiríticos da Fácies Maniçoba (biotita sienogranito), ambas empobrecidas em CaO; ii) as rocha dioríticas mostram assinatura geoquímica similar à das rochas de associações shoshoníticas; iii) por sua vez, as rochas graníticas mostram uma geoquímica de séries transicionais entre alcalina a cálcio-alcalina recebendo na literatura várias denominações (subalcalina, cálcio-alcalina de alto potássio, álcali-cálcica, transalcalina, etc). Fusão de rochas meta-ígneas de composição intermediária na base da crosta, é a mais provável fonte para o magma parental desses granitos. Em diagramas discriminantes de ambientes tectônicas, os granitos porfiríticos indicam ambiente orogênico colisional. Meso e microtexturas e geoquímica de elementos traços, sinalizam para o processo dominante de evolução por cristalização fracionada para o magma dessas rochas.
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