Comportamento geoquímico de metais traço em sedimentos pelítico-orgânicos estuarinos no nordeste do Brasil
Palavras-chave:
Sedimentos estuarinos, geoquímica de metais traço, fator de enriquecimentoResumo
Foi realizada a coleta de um testemunho contínuo de sedimentos com 60cm de com-primento no estuário do rio Manguaba, Estado de Alagoas, Nordeste do Brasil, a 4 km da foz, que foi seccionado em amostras consecutivas de 3cm as quais foram submetidas a análises químicas. Verifi cou-se que há um crescimento aparente dos teores de elementos traço no sentido da base para o topo do perfi l, sendo condicionado ao maior e crescente conteúdo de material sedimentar adsorvente, os argilominerais. Através da análise ele-mentar dos componentes orgânicos no perfi l associados à fração pelítica, obteve-se a ra-zão C/N e C/S que indicaram uma evolução contínua de condições mais continentais para estuarina no topo do perfi l e ambiente mais redutor na parte mediana e inferior. Utilizou-se o Fator de Enriquecimento dos elementos traço que foram tratados estatisticamente por análise multivariada (ACP), explicitando melhor as suas variâncias sem o efeito matriz, indicando associações anteriormente pouco visíveis sob tratamento estatístico. Diversos grupos foram individualizados por variância, destacando-se a possibilidade da formação de sulfetos nas condições supergênicas mais anóxicas. Foram observados comparativa-mente no perfi l os teores brutos, do Pb, Zn, Hg, As, Cr, Cu e Ni, com os valores de FE, constatando-se que estes dados normalizados pelo Al, permaneceram inalterados indican-do que de fato não houve um real incremento de contaminantes no sistema aquático. To-dos os valores foram comparados aos valores limiares de ERL (Effects Range Low) onde apenas o teor de As ultrapassa um pouco este limite de alerta de toxicidade. A avaliação da qualidade no que tange a toxicidade nos sedimentos indica um ecossistema ainda não contaminado pela atividade antrópica.
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