O ensino do português nos Estados Unidos
Mots-clés :
UFPE, Estudos Universitários, Revista de cultura, Letras, Ensino do português, Estados Unidos, Earl W. ThomasRésumé
Lá pelo ano de 1930 e pouco, quando eu terminava os estudos secundários nos Estados Unidos, resolvi empreender o curso de línguas românicas na universidade. Eu tinha já alguns anos de latim, um de francês, e um pouco de espanhol. Sabendo — o que sabiam poucos dos meus patrícios na época — que o grande país do Brasil falava português, sentia vontade de adquirir alguns conhecimentos dessa língua. Depois de muita busca, encontrei um livro de gramática sobre a língua do Brasil. Infelizmente, pouco me serviu. Certo conhecido professor de geologia, depois de passar bastante tempo no Brasil no trabalho de sua especialidade, havia escrito este livro. Embora fosse bom geólogo, era péssimo linguista, e suas informações sobre o português não foram muito úteis. Explicou, por exemplo, que a diferença entre "caixa" e "caixão" consistia em ser o segundo "mais comprido e mais estreito" que a primeira.
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