Glória a Miguel Torga!
Palabras clave:
UFPE, Estudos Universitários, Revista de cultura, Miguel Torga, Joel PontesResumen
"Desejar aplausos em arte é mais uma necessidade do que uma vaidade. É sentir que se é necessário, que nos querem. Não há nada mais esterilizante do que estar o dia inteiro no consultório à espera de doentes que nos passam à porta e vão à consulta do vizinho. Escrever para a posteridade não consola nem estimula ninguém. A legítima oração de todo o artista, quer queiram, quer não, tem de ser esta: Dai-nos, Senhor, um pouco de glória em vida". (M. TORGA, Diário, IV, p. 73)
Quem escreve tais coisas chama-se, na vida civil, Adolfo Correia da Rocha, é médico, estabelecido em Coimbra, e caçador nas horas vagas, quando se dirige a seu lugar de nascimento, São Martinho de Anta, nos Trás-os-Montes. Como contista, memorialista, dramaturgo, tomou o pseudônimo de Miguel Torga, poeta desde o berço, conforme confessa.
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