Políticas de conciliação do trabalho e família: um horizonte possível?

Autores/as

  • Rosângela Pereira Saldanha

Palabras clave:

UFPE, Estudos Universitários, Revista de cultura, Rosângela Pereira Saldanha, desigualdade de gênero, trabalho produtivo e reprodutivo, conciliação trabalho e família, políticas de equidade de gênero

Resumen

É consenso na literatura especializada que a superação da desigualdade de gênero tem como pré-requisito romper com a aparente separação entre trabalho produtivo e reprodutivo, visibilizando as relações desiguais de poder entre mulheres e homens expressas na divisão sexual do trabalho. A conciliação entre a vida familiar e pessoal e a vida no trabalho é um dos maiores desafios do século XXI, daí o fato das conferências e convenções internacionais estimularem os Estados a promoverem ações orientadas para esse fim. O debate sobre políticas de conciliação tem se desenvolvido desde meados da década de 90, com especial relevância nos países da União Europeia. A agenda de gênero na América Latina está dando os primeiros passos para a integração dos temas de economia de cuidado e conciliação entre o âmbito produtivo e reprodutivo, por isso, consideramos oportuno refletir neste artigo acerca do conceito, modelos e limites das políticas de conciliação e seus resultados. A experiência europeia permite, dada a experência já realizada, separar o "wishful thinking" dos resultados reais, entre eles os não previstos.

Cómo citar

Saldanha, R. P. (2012). Políticas de conciliação do trabalho e família: um horizonte possível?. Estudos Universitários, 30(11), 97–118. Recuperado a partir de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosuniversitarios/article/view/256232

Número

Sección

Estudos