Abaixo a censura. Viva a blindagem
Palabras clave:
UFPE, Estudos Universitários, Revista de cultura, Marcius CortezResumen
“Ou a cultura acaba com o patrulhamento ideológico ou o patrulhamento
acaba com a cultura.”
“Para quê a censura se a blindagem é abstrata.”
“Blinde seu carro, não a sua alma.”
Vou escrever essas frases nos muros do Recife. Farei assim uma imitação barata dos clássicos do gênero: o povo francês. Os franceses escreveram os melhores muros da história:
“Prenons la révolution au sérieux mais ne nous prenons pas au serieux.”
“Bientôt de charmantes ruines.”
“Le sexe de La nuit souri a l’oeil unanime de la révolution.”
Mas deixando de lado essa brincadeira introdutória, vou adiantar o que pretendo dizer nesse vigilante texto. A blindagem à informação está comendo os miolos da inteligência brasileira. O intelectual que filtrou uma informação pertinente e deseja reparti-la com a sociedade pode tirar o cavalinho da chuva que vai ficar latindo para a lua. A caravana parou e pelo andar da carruagem, a coroa será poupada, pelo menos, por enquanto. O deserto se agiganta. A pasmaceira se espalha nos oceânicos afluentes do besteirol. O patrulhamento sobre a informação, em seu estilo platinado, segue firme e forte adubando aindigência mental. Vamos aos fatos.
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