Elementos de uma economia mimética?

Autores

  • Vinicius Schröder Senna

Palavras-chave:

UFPE, Estudos Universitários, Revista de cultura, Economia, Teoria mimética

Resumo

A economia tende a ser observada em sua incidência na realidade factual. Por outro lado, entre as ambições da teoria − inclua-se a teoria econômica − está a de contribuir para a formulação de hipóteses influenciadoras do cotidiano. Os livros de Erik Reinert e Thomas Sowell apresentam hipóteses sobre o que gerou a prosperidade de alguns países e o que manteve outros em limitações indesejadas: ambos apontam para a importância da influência entre as nações como dado fundamental.

A percepção de que a influência de um modelo sempre determina os objetivos humanos constitui a base da teoria mimética de René Girard. A influência entre países, do mesmo modo, está na base do mais recente ensaio de João Cezar de Castro Rocha (2017). De acordo com esses pensadores, tomar uma decisão é sempre tomar uma decisão a partir de concordâncias e discordâncias – seja no plano individual, seja no coletivo. Durante mais de cinquenta anos, René Girard aprimorou o entendimento do mecanismo mimético: apresentou suas dinâmicas e consequências, de modo que a articulação entre os dois economistas e a teoria mimética favorece a compreensão do aspecto mimético da economia.

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Como Citar

Senna, V. S. (2018). Elementos de uma economia mimética?. Estudos Universitários, 35(1/2), 57–68. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosuniversitarios/article/view/256497

Edição

Seção

Estudos