Caminhos e descaminhos de Santiago
Palavras-chave:
UFPE, Estudos Universitários, Revista de Cultura, Cristhiano AguiarResumo
Na leitura das orelhas do novo livro do escritor e crítico literário Silviano Santiago, Genealogia da ferocidade, encontramos contundentes promessas. Lançado em 2017 pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), inaugurando uma bem-vinda coleção de ensaios do Suplemento Pernambuco, Genealogia da ferocidade é anunciado como sendo “uma das mais ousadas e originais leituras que a obra-prima rosiana atingiu até agora”. Além disso, o livro, ainda segundo o paratexto, nos ajudaria a compreender “a força que têm Rosa e Santiago de afrontar a tradição cultural e literária nacional em seu arremedo eurocêntrico de proposta civilizatória da barbárie, de que tem sido exemplo Os Sertões”. Diante disso e da minha própria admiração por Silviano Santiago, um dos críticos brasileiros que leio com mais afinco, a inevitável pergunta é: são correspondidas todas essas expectativas? Após a leitura do livro, concluo que somente parte do potencial do ensaio de Santiago foi cumprido. Nos parágrafos seguintes, quero problematizar o porquê.
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