Patrimônio histórico no centro do Recife e os paradoxos da gentrificação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2675-7354.2023.261694

Palavras-chave:

centro histórico, gentrificação, planejamento urbano, patrimônio, segregação

Resumo

Desde meados do século XIX, a área central do Recife é palco de grandes projetos de renovação urbana e, ainda hoje, continua como pauta das gestões municipais. Desde a década de 1990, esse processo de renovação está associado à lógica da gentrificação e da cidade-mercadoria, com valorização dos centros históricos para turismo e lazer. A especulação imobiliária tem exercido uma forte pressão no centro histórico do Recife, atrelada a ações estatais que orientam e estruturam esses projetos. Narrativas históricas têm sido associadas aos novos empreendimentos como forma de agregar valor, remetendo ao simbólico, à memória e ao patrimônio histórico. Desse modo, este artigo tem por objetivo analisar os paradoxos da gentrificação no centro histórico do Recife, buscando compreender as ações e inter-relações dos agentes produtores de espaço hegemônicos e contra-hegemônicos, tal qual analisar a forma como o patrimônio histórico é usado nessas ações e como essas transformações têm impactado a dinâmica urbana do local.

Biografia do Autor

Edvânia Torres Aguiar Gomes, Universidade Federal de Pernambuco

Doutora em Geografia.

Mariana Zerbone Alves de Albuquerque, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Doutora em Geografia.

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Publicado

31.07.2024

Como Citar

Gomes, E. T. A., & Albuquerque, M. Z. A. de. (2024). Patrimônio histórico no centro do Recife e os paradoxos da gentrificação. Estudos Universitários, 40(2), 204–240. https://doi.org/10.51359/2675-7354.2023.261694