Controvérsias sociotécnicas em sala de aula e os sentidos sobre inteligência artificial: estudo de caso do Curso EMTI em Multimídia do campus Vacaria do IFRS (2023)
DOI :
https://doi.org/10.51359/2675-7354.2025.268461Mots-clés :
inteligência artificial, ChatGPT, controvérsias sociotécnicas, ensino médio integradoRésumé
O artigo busca responder como controvérsias sociotécnicas sobre inteligência artificial (IA) de conversação (ChatGPT) se apresentam em discursos que circulam entre discentes do Ensino Médio Técnico Integrado (EMTI) do campus Vacaria do IFRS. As contribuições teóricas utilizadas são baseadas nos Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias (ESCT) e no referencial em Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT). O objetivo consistiu em analisar possibilidades e limites para mobilizar discentes para o exercício da argumentação e da leitura crítica acerca de informações midiáticas, políticas públicas e conhecimentos sociotécnicos sobre IA. Ela é um campo do conhecimento, da área da Ciência da Computação em diálogo com a Matemática, a Filosofia, a Sociologia, a Psicologia e a Neurociência, que procura preparar máquinas e computadores para realizar atividades que a mente humana é capaz de executar. O caminho metodológico percorrido para atingir o objetivo proposto envolveu coleta e análise de dados primários e secundários. Os dados primários foram produzidos por meio de questionário aplicado no mês de setembro de 2023 junto a discentes de um Curso de EMTI. Os dados secundários foram coletados pela leitura e interpretação de livros e artigos científicos. O tratamento dos dados ocorreu de acordo com o método de análise crítico-participativo com visão histórico-estrutural. O levantamento da literatura especializada, Boden, Collins; Pinch, Crary, Feenberg, Manacorda, Sabzalieva; Valentini, entre outros, confirma a hipótese inicial de que há o que se poderia chamar de “sentido cético-crítico” sobre IA. Ou seja, um sentido questionador tanto da atração e admiração excessiva (posição tecnófila) quanto da aversão e medo extremo (posição tecnofóbica) nas relações entre humanos e IA.
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© Raquel Folmer Corrêa, Vicenti Ciotta Lima 2025

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