Responsabilidade Social e Isomorfismo Organizacional: paradoxo de ações (anti)éticas em busca de legitimidade no mercado brasileiro∗

Luciano Mendes, Francisco Giovanni David Vieira, Carlos Jaelson Abanese Chaves

Resumo


empresas que vêm investindo na área. Com os escândalos financeiros de corporações como Enrol e
WorldCom, empresas têm adotado práticas para dirimirem questionamentos éticos quanto às suas
condutas. Por outro lado, a globalização aumentou consideravelmente a competitividade. Nesse
contexto, as empresas buscam formas de se diferenciarem, para se tornarem competitivas, e ao
mesmo tempo formas de se legitimarem perante a sociedade. Como uma espécie de decorrência,
investimentos em responsabilidade social têm aumentando significativamente. Todavia, as
empresas que adotam a prática de responsabilidade social são inquestionáveis no quesito ética? Foi
com base nesse cenário, por vezes nebuloso, que este trabalho buscou verificar o comportamento
ético de empresas que atuam no mercado brasileiro e investem importantes quantias de recursos
em responsabilidade social. Com uma visão alicerçada na teoria institucional, e com base em
pesquisa documental e bibliográfica, o trabalho apresenta o paradoxo de empresas que se dizem praticantes de responsabilidade social e que reduziram a quantidade de produtos nas embalagens
dos seus produtos e não comunicaram tais reduções aos consumidores, nem muito menos
reduziram o preço dos seus produtos.


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