GOVERNANÇA CORPORATIVA E DESEMPENHO DOS BANCOS NO BRASIL

Marcelo Cabus Klotzle, Luciana Andrade Costa

Resumo


Para minimizar a perda de valor da empresa decorrente da separação entre controle e propriedade,
surgiu o conceito de governança corporativa, há cerca de vinte anos. A governança traduz-se em
mecanismos internos (Conselho de Administração, Estrutura de Propriedade, Sistema de
Remuneração dos Executivos, etc) e externos (mercado de fusões e aquisições e sistema
legal/regulatório). O propósito deste trabalho é investigar a influência de mecanismos internos de
governança corporativa – relativos ao Conselho de Administração e à Estrutura de Propriedade –
sobre o desempenho econômico-financeiro e o valor dos bancos no Brasil. Para isso, a amostra
selecionada contém 19 bancos, analisados durante o período de 1998 até 2003. Os resultados
demonstram que ainda é tímida a influência dos mecanismos de governança tanto sobre a variável
de desempenho analisada quanto sobre as medidas de valor estudadas. No entanto, estudos
sugerem que pelo fato do setor financeiro ser regulado é possível que se encontrem resultados
distintos daqueles preditos pela teoria e que, até então, foram obtidos para empresas não-
financeiras.

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